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Universidade Lusófona

Exercício | Perspe(c)tivas

E se a prática de elogiar fosse tão natural como a de criticar?

Carla Rodrigues Cardoso


Incompetente, malvestido, desarrumado, insensível - são apenas quatro exemplos de "mimos" com que se presenteiam os outros alto e bom som ou apenas em surdina.

Criticar negativamente, para grande parte das pessoas, é tão natural como respirar. Ao invés, elogiar é algo que muitos fazem raramente e com dificuldade. Estranhamente, todos gostam de ser elogiados, poucos ou nenhuns de ser criticados.

A crítica - justiça lhe seja feita -, é essencial. Reconhecendo os defeitos podemos ultrapassá-los ou, pelo menos, atenuá-los. E sem a radiografia do olhar do outro muitas vezes isso seria impossível.

Mas o elogio fundamentado incentiva, motiva e gera alegria. Bem doseado e assertivo, (porque quando é despropositado resulta em desprezo pela falsidade), pode ser uma arma construtora. Já a crítica contínua é sempre injusta, destrói a confiança e cava fossos. É uma opção muito pouco inteligente na gestão das relações humanas.

Um dia, aqueles que não conseguem falar ou sequer pensar sem criticar logo duas ou três coisas ao mesmo tempo deviam realizar um exercício: por cada crítica, dois elogios. Durante 24 horas. E depois retirarem conclusões sobre os resultados.

Diretora da Licenciatura em Comunicação e Jornalismo
Investigadora do CICANT - ECATI
Coordenação Geral da Redação LOC