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Universidade Lusófona

"(A) Creditar" | Políticas Ed. e Lusofonia

Uma perspetiva sobre os domínios da ciência, virtude e disseminação.

Filipa Antunes


Sim, ciência é sobretudo ética.

Ética na escolha livre de um caminho de investigação, com verdade.

Os últimos ciclos de estudo universitário creditam o princípio fundamental da sabedoria. Embora a palavra sabedoria constitua um termo em desuso, ela é em si mesma a virtude do processo inteligente de tomada de decisão. Torna-se por isso fundamental, o investimento intelectual nos programas doutorais, na medida da renovação de dinâmicas que equilibrem duas ordens de valores: o valor de ter faculdade e o valor de ter atividade. O patrocínio só pode ser recíproco.

Produzir conhecimento científico é o maior desafio para os doutorandos do terceiro ciclo de estudos universitário. Mas vejamos que, a excelência das instituições que protagonizam programas integrados revela-se sobretudo no pragmatismo da disseminação científica. A conexão com a comunidade científica mundial e as pontes que se estabelecem com o sector profissional (e não comercial) diferenciam-nos.

Mas hoje torna-se cada vez mais difícil publicar.

A comunicação de produção de ciência nos diversos canais de reconhecimento está sobre um escortino impactante. Os critérios de aceitação em edições de impacto não são compatíveis com o tempo de espera (muitas vezes demorando meses). Simultaneamente, a edição científica encontra dificuldades de financiamento que desvirtuam o critério de qualidade e inovação em detrimento de dinâmicas comerciais.

É preciso vencer a indiferença e apostar na criatividade das soluções.

Por isso, faz tanto sentido estarmos numa Escola com a diversidade de áreas de conhecimento que vão desde a técnica; a arte; a comunicação; o digital... A liderança está na marca de credibilidade que a investigação se propõem alcançar. No domínio das escolhas conscientes, livres e orientadas sobre uma metodologia de investigação que sendo ancestral deverá verter os avanços científicos em formatos essencialmente exportáveis.

Devemos apostar num novo desenho de parcerias internacionais que resulte na generosidade inovadora da edição científica partilhada.

É urgente encontrar um caminho de disseminação que fazendo Escola (A)Credita um contributo verdadeiramente universal.

Filipa Antunes
SubDiretora do Departamento de Arquitetura e Urbanismo ECATI