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José Brás

Investigador. Professor Associado na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT) em Lisboa. Doutor em História da Educação, pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Universidade de Lisboa.

Professor de História (História da Educação Física e Desporto, História da Educação e História das Ideias e das Instituições Educativas), de Filosofia das Actividades Físicas. Filosofia da Educação e de Ética e Deontologia Profissional. Coordenador do Grupo de Investigação Memórias das Instituições Educativas e do Pensamento Pedagógico do Centro de Estudos e Intervenção em Educação e Formação (CeiEF) da ULHT. É membro do Conselho Editorial da revista electrónica Entretextos e do Conselho de Redacção da Revista Lusófona da Educação, da revista Gymnasium e da revista Ecos.

Que expectativas tem para o futuro na ULHT?

A Universidade Lusófona constitui-se como um projecto de inovação que deve mobilizar todos os países, principalmente, os da comunidade lusófona. Trata-se de uma nova relação com o mundo, ou melhor, de uma nova relação de saber.

O desenvolvimento deste projecto pode levar à construção de uma universidade de referência no espaço internacional. Para isso é necessário induzir novas relações de produção e de apoio aos que produzem. É preciso que esta nova rede de relações e partilha seja tonificada com estímulos capazes de desencadear o sentimento de pertença a uma comunidade de trabalho docente e de investigação. Não basta viver em conjunto. É preciso querer viver em conjunto…

A Universidade faz-se e constrói-se com projectos criativos impregnados de valor social capazes de mobilizar o corpo docente. Por outro lado, o trabalho dos docentes adquire sentido e valor, consigo e com os outros, afirmando e projectando a Universidade. Trata-se de uma história colectiva que é preciso saber imaginar e construir.

O espaço da lusofonia é um espaço de utopia. Cabe a cada um de nós ajudar a tornar o irreal, real…! E para isto temos ainda muitos mares por navegar!...

Que motivações tem para o trabalho do seu dia-a-dia?

O incentivo que encontro no trabalho que realizo no dia-a-dia reside no facto de querer contribuir para a afirmação e desenvolvimento da área de investigação em que trabalho. E, por consequência, contribuir igualmente para a expansão e reconhecimento social e académico da Universidade Lusófona.

A minha motivação encontra-se também na possibilidade de poder interagir e mobilizar outros (professores e alunos) para a construção de uma comunidade científica e profissional de sucesso. O saber é relação. A minha motivação encontra sentido no espaço da relação que produz e transforma o mundo.


Actualizado em 4ª, 14 Dezembro 2011 14:48

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