É desde 2005 professora do curso de Cinema, Vídeo e Comunicação Multimédia da Universidade Lusófona de Lisboa. Realiza filmes de ficção e documentários. Nos últimos anos afirmou-se como um dos nomes mais consistentes do cinema português. "Natal 71" , "Kuxa Kanema-O Nascimento do Cinema" e a “A Costa dos Murmúrios” são os seus filmes mais conhecidos e todos se debruçam sobre a temática colonial e pós-colonial.
• Que expectativas tem para o futuro na ULHT?
Qualquer reflexão sobre o futuro do ensino implica estar consciente das enormes mudanças que se verificam no processo de aprendizagem com a computação, a internet e as redes globais. Estamos num período de transição – ou de eterna transição – onde as formas de percepcionar se transmutam diariamente. Julgo que a ULHT deve continuar, corajosamente, na sua tentativa de renovação dos métodos, conteúdos e formas de ensino. Gostava que a ULHT fosse cada vez mais um ponto de encontro, de troca de ideias e experiências e também um porto de abrigo para os que, tão jovens, são lançados no mar revolto deste mundo que construímos.
• Que motivações tem para o trabalho do seu dia a dia?
Tentar transmitir a curiosidade pelo mundo, o prazer em adquirir conhecimento e a eterna paixão pela procura da compreensão do outro. É minha convicção que estes são os atributos essenciais para a formação de melhores pessoas, tolerantes e construtivas e que vejam no seu futuro o futuro de todos.




