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Universidade Lusófona

Jornadas de Psicologia Clínica e da Saúde

O debate de temas como a depressão e ansiedade em crianças e adolescentes na Universidade Lusófona.

As Jornadas de Psicologia Clínica e da Saúde no contexto da Investigação e Intervenção decorreram no Auditório Agostinho da Silva da Universidade Lusófona no dia 3 de abril.

Os principais temas debatidos ao longo do dia foram a Psicoterapia e a Psicologia Clínica em crianças e adolescentes e sintomas como a depressão; ansiedade; hiperatividade; diabetes e obesidade. Esta atividade foi organizada pela Escola de Psicologia e Ciências da Vida e pela coordenação do Mestrado em Psicologia, Professor Doutor Américo Baptista.

Este debate contou também com a presença de vários professores na área da Psicologia Clinica e da Saúde e estudantes em dissertação de mestrado que abordaram as suas experiências. Patrícia Pascoal, subcoordenadora do Mestrado em Psicologia, convidou também um grupo de Teatro e organizou uma montra de posters de alguns estudantes de psicologia exibindo os seus trabalhos científicos. "O objetivo desta conferência é dar a oportunidade aos nossos estudantes de mostrar à comunidade Lusófona e aos visitantes o trabalho que desenvolvem em Psicologia Clínica e da Saúde. Este trabalho está integrado em linhas específicas em que o corpo docente desenvolve trabalho reconhecido a nível nacional e internacional", refere.

António Branco Vasco, psicólogo e docente da Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa, também esteve presente nas Jornadas e abordou a importância da psicoterapia em casos de depressão e ansiedade. Na sua opinião enquanto psicólogo, a psicoterapia é igual ou melhor a certas práticas como a vacina para a gripe e a aspirina para tratar ataques cardíacos. "As intervenções psicoterapêuticas nos casos de depressão e ansiedade são tão eficazes como a medicação. É necessário que o terapeuta crie condições de mudança."

Outro grande tema debatido ao longo do dia foi a hiperatividade em crianças e adolescentes. Pedro Dias Ferreira, psicólogo clínico e docente na Universidade Lusófona e Hospital Santa Maria, abordou o tema da psicologia pediátrica, especificamente da hiperatividade na adolescência. O estabelecimento de limites e regras e a procura de informação são alguns exemplos de práticas educativas para ajudar os adolescentes que sofrem de hiperatividade.

Maria João Fagundes, psicóloga no Hospital Santa Maria, referiu as diferentes visões da doença crónica relativamente aos diabetes e obesidade. "Metade dos doentes que sofrem de obesidade ou diabetes ainda não foram diagnosticados e têm mais dificuldade em arranjar emprego. É preciso que as pessoas percebam que os psicólogos não são só para os doentes mas para todas as pessoas."