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Universidade Lusófona

O Futuro da Europa

Aula aberta questiona e reflete o futuro através de um olhar sobre as últimas décadas da UE.

No âmbito das Licenciaturas de Serviço Social e Ciências Sociais e Humanas, o Instituto de Serviço Social da Universidade Lusófona proporcionou uma aula aberta no dia 4 de abril com o tema, Serviço Social Intercultural Práticas e Desafios.

A convite da professora Fernanda Neutel diretora da Licenciatura em Estudos Europeus e Relações Internacionais, Sofia Alves chefe da representação da Comissão da Europeia em Lisboa, expôs os saldos positivos e desafios para o futurode uma Europa unida e em paz. Facto esse que decorre desde o tratado de Roma, que agora completa 60 anos.

José Almeida Santos diretor da faculdade de Ciências Sociais, Educação e Administração e Fernanda Neutel contextualizaram as perspectivas da União Europeia sob um ponto de vista académico. Questionando e instigando os alunos quanto às conquistas que a União trouxe para a comunidade, às ameaças como as tendências populistas vem surgindo na Europa, a presença do terrorismo e as divergências económicas que surgem de dentro, com a saída do Reino Unido e podem enfraquecer o bloco de união.

Neutel chama a atenção para a necessidade de se tornarem mais visíveis e presentes as decisões e práticas sociais a nível europeu, com o objetivo de aproximar as nações e torná-las mais coesas. Explica que mesmo existindo instituições representativas, perante o olhar da sociedade em geral, parece sempre estar muito afastada dos seus quotidianos.


Cenários de coesão

Do ponto de vista da Comissão Europeia, Sofia Alves aponta que há sim a necessidade de se refletir numa perspectiva de futuro sobre os alicerces democráticos que são os princípios fundamentais da União e que atualmente parecem estar sob ameaças. Apresentando o Livro Branco sobre o futuro da Europa elaborado pela Comissão Europeia, que faz uma reflexão e estipula cenários para uma União até 2025, Alves chama a atenção para programas de coesão da sociedade como o Erasmus a nível acadêmico social que visa a partilha do conhecimento e cultura entre os diferentes países e que possibilita hoje que milhões de estudantes e professores realizem essa troca e vivência.

Sofia Alves sintetizou, afirmando que, a importância da coesão entre os povos passa pela compreensão dos outros frente às suas questões e problemáticas individuais para que juntos encontremos uma resposta, "nós temos que dar prioridade às iniciativas e aos programas que existem de intercâmbio entre estudantes[...] promover a possibilidade de os jovens dos diferentes países irem para o outro país trabalhar ou prestar um serviço como voluntário para reforçar exatamente os laços que primeiro para fomentar a compreensão entre as diferentes povos da União Europeia e que cada um perceber melhor quais são as suas preocupações do outro que eu não tenho".

Ao final, se percebeu entre pareceres da plateia, na abertura para o debate, que os jovens de hoje, adultos do amanhã devem estar constantemente em diálogo para compreender e encontrar respostas não somente para problemas internos aos seus países, mas em âmbito macro na perspectiva de todo o bloco. Tendo em vista que, ao afetar uma nação da União o efeito será de imediato em todas as nações com maior ou menor intensidade. E que há sim a imediata necessidade de se alertar para as políticas populistas que surgem dentro dos extremismos de esquerda e direita do bloco como também a preocupação com o mercado de trabalho desses jovens e o envelhecimento da população europeia.

Artur Sebben
Comunicação Institucional
Notícias Lusófona