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Universidade Lusófona

Introdução ao Pensamento Contemporâneo

Curso

Artes Performativas e Tecnologias

Grau|Semestres|ECTS

Licenciatura | Semestral | 6

Ano | Tipo de unidade curricular | Lingua

1 |Obrigatório |Português

Total de horas de Trabalho | Tempo de Contacto (horas)

150 | 60

Código

ULHT1639-117

Disciplinas complementares recomendadas

Não aplicável

Pré-requisitos e co-requisitos

Não aplicável

Precedências

Não

Estágio profissional

Não

Conteúdos Programáticos

1. PENSAMENTO HUMANO. Introdução à estrutura psicofisiológica do acto pensante. Validação natural e cultural do pensar humano: sensação, emoção, cognição, intenção e acção. Tipologia das inteligências e fenomenologia da atitude humana. Construção social do acto pensante. Limites da educação, da liberdade e da ética. Rupturas epistemológicas no modelo humano de pensamento: interdisciplinas e neurociências.
2. PENSAMENTO E CULTURA. Modelos interpretativos da história e da consciência humana: o paradigma naturocêntrico, o paradigma teocêntrico e o paradigma antropocêntrico. Traços e autores determinantes da Modernidade, da Pós-Modernidade e da (talvez) Contemporaneidade.
3. CONTEMPORANEIDADE E DILEMAS CULTURAIS. Arte & nihilismo/ cepticismo/relativismo/radicalismo/criticismo/multiculturalismo/ecleticismo/virtualismo/globalização. Um paradigma existencial desejável: o futuro humano. Riscos e responsabilidades: transversalidades científicas contemporâneas. Arte e futuro.

Objetivos

Esta UC procura a estruturação de uma sólida plataforma de cultura geral (aberta, crítica e epistemológica) que possibilite a formação universitária integral compreensiva do mundo em que vivemos e trabalhamos. IPC aborda grandes correntes e dilemas culturais do nosso tempo, retomando prováveis conhecimentos anteriores dos alunos, questionando-os e redimensionando-os numa cosmovisão integrada, teórico-crítica. No ponto 3, a área temática aplicada, valorizam-se essas correntes no seu contexto histórico-crítico próprio e ainda numa perspectiva dinâmica de saberes articulados. Esta vertente aplicada visa competências interdisciplinares, argumentativas e criativas para a sociedade actual, tão delicada nos seus paradigmas e anti-paradigmas. No seu quotidiano laboral específico, o artista depara-se com padrões civilizacionais que pode reconhecer, avaliar e resolver em harmonia.

Conhecimentos, capacidades e competências a adquirir

1. Reconhecer as características entitativas da cultura actual global;
2. Identificar os paradigmas mentais na vida cultural de um povo (paradigmas ideológicos, políticos, económicos, religiosos, etc.);
3. Respeitar a diversidade antropológica e psicológica entre culturas de hoje;
4. Registar e avaliar a transversalidade e multiculturalidade hodierna;
5. Proteger e preservar a complexidade do nosso tempo, através de paradigmas sustentáveis comuns, tornados mais visíveis no contacto e familiaridade entre os povos
6. Preparar o futuro profissional das Artes a manter mentalidade aberta e simultaneamente crítica face a realidades globais

Metodologias de ensino e avaliação

As aulas são dadas em modo discursivo e interrogativo, em debate orientado, privilegiando o raciocínio e a formação do espírito crítico nos alunos. A exigência da disciplina poderá advir da aptidão argumentativa e sintética dos alunos face à complexa matriz cultural contemporânea. A avaliação contínua (a qual se fundamenta em 70% de assiduidade presencial, com participação em sala de aula) é concretizada em duas provas escritas, com igual cotação (50%+50%) a realizar em Novembro e em Janeiro (dias marcados em sala, com o acordo dos alunos). Nestes testes privilegia-se a construção de respostas com sólida informação teórica (com base nos materiais dispensados pela docente), mas também a capacidade pessoal de argumentar e projectar as consequências actuais da História Cultural do Pensamento. Sobretudo, valoriza-se a identificação do Pensamento Contemporâneo, mais globalizado, e o seu reconhecimento em evidências do mundo profissional concreto.

Bibliografia principal

ARENDT, H.(2001).A Condição Humana. Lisboa: Relógio d´Água.
AGAMBEN, G.(2009).O que é o Contemporâneo? Chapecó: SC. Argos.
BAUMAN, Z.(2007). A Vida Fragmentada. Ensaios sobre a Moral Pós-Moderna. Lisboa: Relógio d´Água.
HEIDEGGER, M. (1998). Carta sobre o Humanismo. Lisboa: Guimarães Editores.
JONAS, H. (2006) O Princípio Responsabilidade: Ensaio de uma Ética para a civilização tecnológica. Rio Janeiro: Contraponto / PUC-RIO.
SARTRE, J.-P. (2002) Crítica da razão dialéctica. Rio de Janeiro: DP&A Editora.
SCHWANITZ, D. (2012) Cultura. Tudo o que é preciso saber. Lisboa: Dom Quixote.
STEINER, G.(2012). Linguagem e silêncio. Lisboa: Gradiva.
MORIN, E. e PRIGOGINE, I. (1998).A Sociedade em Busca de Valores. Lisboa: Instituto Piaget.
NIETZSCHE, F.(2011).Além do bem e do mal. Prelúdio de uma filosofia do futuro. Manaus:Editora Escala.
NIETZSCHE, F.(2006). O AntiCristo. Lisboa: Edições 70.
POPPER, K.(1987)Sociedade Aberta, Universo Aberto. Lisboa: Dom Quixote.
VATTIMO, G.(1987)