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Universidade Lusófona

Metodologia da Análise do Texto e do Discurso

Curso

Artes Performativas e Tecnologias

Grau|Semestres|ECTS

Licenciatura | Semestral | 6

Ano | Tipo de unidade curricular | Lingua

1 |Obrigatório |Português

Total de horas de Trabalho | Tempo de Contacto (horas)

150 | 60

Código

ULHT1639-4990

Disciplinas complementares recomendadas

Não aplicável

Pré-requisitos e co-requisitos

Não aplicável

Precedências

Não

Estágio profissional

Não

Conteúdos Programáticos

1.Diacronia crítica dos conceitos de discurso e de texto.
1.1 O "dever da palavra" nas sociedades "primitivas";
1.2 O discurso humano enquanto construção do/contra o poder;
1.3 Crise das sociedades orais e disseminação da cultura escrita;
1.4 Introdução à retórica.
1.5 O que é um «texto» e que relações estabelece com o mundo.
2. A significação, representação e interpretação;
2.1 A escrita, o texto e o sentido;
2.2 A relação entre texto e leitor:
3. As novas formas do texto.
3.1 As materialidades da comunicação e as «enformações» do texto;
3.2 A escrita como técnica.
3.3 Os modos de ler.
4. A relação hermenêutica.
4.1 Breve história da hermenêutica: do mundo antigo ao sec.XX;
4.2 O que é «interpretar»?
4.3 A estrutura da compreensão e o círculo hermenêutico.
5. O sujeito e a pergunta pelo autor.
5.1 Sujeito da interpretação/sujeito;
5.2 O desaparecimento do autor.
6. O uso da escrita e as mudanças na compreensão do mundo

Objetivos

Constituir uma sistematização dos problemas levantados pela escrita, pelo discurso e pelos textos, na sua função comunicativa, e constituir um esclarecimento sobre os diferentes dispositivos e instrumentos, seus efeitos no humano e nas modalidades de escrita e leitura. Constituir nos estudantes uma aptidão própria para uma reflexão sobre os autores, suas obras e sobre o seu próprio discurso.

Conhecimentos, capacidades e competências a adquirir

Esta disciplina pretende motivar um questionamento dos diversos planos linguísticos, textuais e discursivos que enquadram e regulam os fenómenos comunicativos. Interroga-se a cultura do texto, não só aquela que produz textos, mas também aquela que por estes é (re)constituída. Parte-se, num plano propedêutico, da própria definição de linguagem verbal e da sua especificidade face a outras linguagens, sendo apresentadas algumas diacronias linguístico-antropológicas da discursividade humana, as estratégias que aí se geram e as mutações culturais daí derivadas. A constituição da textualidade ocidental, a sua determinação no campo das ideias e das práticas políticas, económicas, religiosas e filosóficas, será uma outra vertente fundamental da unidade curricular. Questionam-se aqui os fenómenos da especificidade cultural das práticas discursivas do Ocidente e a formação de figuras-chave na determinação do campo textual: autor, crítico, intérprete, leitor.

Metodologias de ensino e avaliação

Apresentação em sala de aula, com assiduidade, dos conteúdos programáticos e sua discussão. São elaborados 4 trabalhos que valem 50% da nota final que incidem sobre parte da matéria pedagógica desenvolvida.
Prova Escrita de frequência (50% da classificação final) + Trabalhos (50%)
Ficam dispensados de exame aqueles alunos que obtenham nota igual ou superior a 10 valores.

Bibliografia principal

BARTHES, Roland. (1989). «A Morte do Autor», «Da Obra ao Texto» in O Rumor da Língua, Lisboa: Ed. 70, pp. 47-84.
BARTHES, Roland. (1997). O Prazer do Texto. Lisboa: Edições 70.
BLEICHER, Josef. (1992). Hermenêutica Contemporânea. Lisboa: Edições 70.
ECO, Umberto. (1971). A Obra Aberta. S.Paulo: Ed.Perspectiva.
FOUCAULT, Michel. (1992). O que é um Autor?. Lisboa: Vega.
FOUCAULT, Michel. (1989). L'Ordre du Discours. Paris: Gallimard.
FOUCAULT, Michel. (1998).As Palavras e as Coisas. Lisboa: Edições 70.
FURTADO, José Afonso. (2012). Uma cultura da Informação para o Universo Digital. Lisboa: Fund.Francisco Manuel dos Santos.
PALMER, Richard E. (1989). Hermenêutica. Lisboa: Edições 70.
PLATÃO, Crátilo: Diálogo sobre a Justeza dos Nomes. Lisboa: Sá da Costa.
RICOEUR, Paul. O Conflito das Interpretrações. Porto: Rés.
RICOEUR, Paul. Do Texto à Acção: Ensaios de Hermenêutica II. Porto: Rés.
STEINER, George. (2002).Gramática da Criação. Lisboa: Relógio d'Água.