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Universidade Lusófona

Socioeconomia Política do Espaço Lusófono

Curso

Ciência Política e Relações Internacionais

Grau|Semestres|ECTS

Licenciatura | Semestral | 5

Ano | Tipo de unidade curricular | Lingua

3 |Obrigatório |Português

Total de horas de Trabalho | Tempo de Contacto (horas)

125 | 45

Código

ULHT11-234

Disciplinas complementares recomendadas

Não aplicável

Pré-requisitos e co-requisitos

Não aplicável

Precedências

Não

Estágio profissional

Não

Conteúdos Programáticos

Introdução
A Socioeconomia Política como Área de Investigação e de Ensino
A Mudança da Economia do Crescimento pós-II Guerra Mundial para os Estudos do Desenvolvimento a partir da
Década de 60
Teorias, Políticas e Estratégias de Desenvolvimento
A Realidade Mundial depois da II Guerra Mundial
O Mundo Bipolar, a Guerra Fria e a Coexistência Pacífica
A Política Descolonizadora da ONU
A Implosão do Bloco de Leste e o Unilateralismo Norte-Americano
A Nova Ordem Mundial: Multilateralismo de Espaços, de Civilizações ou de Países?
A Globalização e as Interdependências
O Encerramento do Império Colonial Português
A Administração do Império: a Centralização como Regra
Adriano Moreira e o Grau Zero da Lusofonia
O 25 de Abril e o Processo Dito Descolonizador
O Pós-Colonialismo em Português
As Integrações Regionais dos Países Lusófonos
O Reassumir da Condição Lusófona
A Diversidade e o Projeto Lusófono
As Realidades Políticas dos Países Lusófonos

Objetivos

-Revisitar a forma portuguesa de estar no Mundo
-Relacionar o aparecimento da Lusofonia com o encerramento do ciclo colonial
-Conhecer as realidades lusófonas nas vertentes ou dimensões social, política e económica
- Prospetivar o papel da Lusofonia na construção do paradigma da Nova Ordem Mundial
-Compreender a relação entre a conjuntura mundial saída da II Guerra Mundial e o disfuncionamento do Euromundo
-Relacionar o Mundo bipolar com os conflitos regionais, o processo descolonizador e o Movimento dos Não-Alinhados
-Perceber a recuperação da Europa Ocidental em função do apoio americano, mas também, da vontade própria e visões assertivas de pequenos passos
-Conhecer a regra e as exceções da administração colonial portuguesa
- Relacionar o 25 Abril de 74 e a administração colonial com a forma como decorreu a denominada descolonização
-Ligar as opções ideológicas tomadas pelos novos países lusófonos com a política de blocos e a guerra fria

Conhecimentos, capacidades e competências a adquirir

Face aos objetivos traçados, a unidade curricular pretende que os alunos adquiram as seguintes competências:
- Conhecimento do ativo e do passivo do Império Colonial Português
- Domínio dos conceitos básicos que lhes permitam compreender as realidades dos sistemas sociais, políticos e económicos dos países lusófonos através da leitura interpretativa dos vários indicadores
- Capacidade para perceber que as interdependências resultantes da globalização implicam a alteração do conceito clássico de soberania para uma soberania de serviço
- Desenvolvimento de espírito crítico relativamente à forma como o Poder é exercido na Lusosfera
- Inventariação da relação entre o exercício do Poder e as políticas socioeconómicas
- Capacidade de expor e defender as suas perspetivas de forma autónoma

Metodologias de ensino e avaliação

Por se tratar de uma unidade teórica, a metodologia combina a técnica da exposição com a leitura interpretativa de corpus teóricos seguida de debate semi-dirigido e de uma sistematização que, neste caso, coincide com a parte quase final da aula e funciona como uma espécie de peroração, mas feita coletivamente.
A colocação do advérbio «quase» justifica-se porque a parte final da aula, mais exatamente a meia hora final, destina-se
a uma breve apresentação oral por parte dos alunos de um aspeto da temática em estudo.
A avaliação contínua requer uma assiduidade a três quartos das aulas, participação nos debates, apresentação oral de um trabalho individual ou de pequeno grupo sobre uma temática do programa e realização de um teste escrito presencial.
Valor da ponderação de cada um destes elementos:
10% - Assiduidade e Pontualidade
25% - Participação nos debates sobre corpus teóricos
25% - Apresentação oral de um trabalho
40% - Teste-síntese.

Bibliografia principal

¿ Araújo, R. C. (2000). Os sistemas de governo de transição democrática nos Palop. Coimbra: Coimbra Editora.
¿ Aron, R. (1984). Paix et guerre entre les nations. Paris: Calmann-Lévy.
¿ Bayart, J.F. (1966). Civil society in Africa. In P. Chabal (org.), Political domination in Africa: reflections on the limits
of power (pp.109-125). Cambridge: Cambridge University Press.
¿ Cardoso, R. (1987). Estado e desenvolvimento em África. Economia e Socialismo, X (71), 45-69.
¿ Comeliau, C. & Sachs, I. (Dir.) (1988). Histoire, culture, styles de développement: Brésil et Inde. Paris: L¿ Harmattan.
¿ Easton, D, (1965). A systems analysis of political life. New York: John Wiley and Sons.
Elizalde, A. (2005). Globalización mundialización. Santiago de Chile: Ediciones UCSH.
¿ Ferreira, E. (1994). Relações entre Portugal e África de língua portuguesa: comércio, investimento e dívida (1973-1994). In Análise social, vol. xxix (129), 1071-1121.