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Universidade Lusófona

Metodologias de Análise de Imagem

Curso

Comunicação e Jornalismo

Grau|Semestres|ECTS

Licenciatura | Semestral | 5

Ano | Tipo de unidade curricular | Lingua

2 |Obrigatório |Português

Total de horas de Trabalho | Tempo de Contacto (horas)

133 | 45

Código

ULHT449-7038

Disciplinas complementares recomendadas

Não aplicável

Pré-requisitos e co-requisitos

Não aplicável

Precedências

Não

Estágio profissional

Não

Conteúdos Programáticos

1. Introdução:
1.1. A imagem e a visão na cultura ocidental;
1.2. O paradigma da visualização;
1.3. O papel da imagem nas ciências;
2. Imagem e representação:
2.1. O que é a imagem?
2.2. A imagem enquanto signo;
2.3. A constituição do signo em F. Saussure e em C.S. Peirce;
2.4. O ícone, o índice e o símbolo;
3. A interpretação visual:
3.1. Denotação versus conotação: os mecanismos associativos;
3.2. Os códigos visuais;
3.3. Elementos formais e saberes técnicos;
3.4. O enquadramento mediático;
3.5. Contextos: as informações colaterais;
3.6. Imagem e texto: ancoragem e ligação;
4. Imagens técnicas:
4.1. Definição e especificidades;
4.2. Semelhança, automatismo e indicialidade;
4.3. Em torno da injunção «fotografia e verdade»;

Objetivos

Esta unidade curricular é sintoma de uma condição da experiência contemporânea que presta ao visual e à imagem um grande protagonismo, instituindo-os como eixos decisivos no funcionamento das mais variadas instâncias de mediação. Debruçamo-nos aqui não só sobre os diversos «enquadramentos» a que as imagens são sujeitas, mas também sobre a importância desses para a recepção visual, designadamente para os actos de interpretação. Quais os recursos de que um intérprete dispõe? Por outras palavras, quais os saberes que autorizam essa sua condição? A
par de outras questões indicadas no índice do programa, os géneros da imagem fotojornalística e da imagem publicitária assumir-se-ão aqui como estudos de caso particulares dos usos argumentativos da imagem, da sua relação com as mensagens verbais, assim como do profundo investimento estético de que o visual é hoje um objecto privilegiado.

Conhecimentos, capacidades e competências a adquirir

Compreensão dos principais programas em torno dos quais gravita a visualidade moderna. Capacidade de compreensão da medialidade em que se inscreve o actual funcionamento das imagens. Maior conhecimento dos mecanismos de interpretação visual e da programação retórica das imagens, designadamente do jornalismo.

Metodologias de ensino e avaliação

Aulas expositivas;
A avaliação desta unidade curricular é contínua e estrutura-se do seguinte modo: apresentação oral de um texto indicado no programa (35%: grupos de dois alunos); uma frequência (65% cada);
O incumprimento das apresentações na data calendarizada no início do semestre impossibilita a sua realização em aulas seguintes;
Por ser uma unidade curricular teórico-prática, não tem avaliação por exame em 1ª época, e o exame de recurso consistirá na realização de uma prova escrita com o mesmo formato que a frequência da avaliação contínua. Ficam aprovados todos os alunos que tiverem nota mínima final de 10 valores;
A avaliação contínua depende da frequência de 75% das aulas leccionadas. Haverá uma folha de presenças em cada aula.

Bibliografia principal

ECO, Umberto (1987), A estrutura ausente, São Paulo, Editora Perspectiva.
ECO, Umberto (1992), «Intentio lectoris. Apontamentos sobre a semiótica da recepção.» in Os limites da
interpretação, Lisboa, Difel.
Flusser, Vilém, «A imagem técnica» in Ensaio sobre a fotografia, Lisboa, Relógio d¿Água, 1998.
GERVEREAU, Laurent, Ver, compreender, analisar as imagens, Lisboa, Ed. 70, 2007
JAY, Martin (1988), ¿Scopic Regimes of Modernity¿ in Hal Foster (ed.) Vision and Visuality, Nova Iorque, Dia Art
Foundation/The New Press.
JOLY, Martine, Introdução à análise de imagem, Lisboa, Edições 70, 1999.
JOLY, Martine, A imagem e a sua interpretação, Lisboa, Edições 70, 2003
JOLY, Martine, A imagem e os signos, Lisboa, Edições 70, 2005.