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Universidade Lusófona

Introdução ao Pensamento Contemporâneo

Disciplina do Curso

Engenharia e Gestão Industrial

Grau|Semestres|ECTS

Licenciatura | Semestral | 3

Ano | Tipo de unidade curricular | Lingua

1 |Obrigatório |Português

Total de horas de Trabalho | Tempo de Contacto (horas)

84 | 30

Código

ULHT41-117

Disciplinas complementares recomendadas

Não aplicável

Pré-requisitos e co-requisitos

Não aplicável

Precedências

Não

Estágio profissional

Não

Conteúdos Programáticos

1.COMO PENSAMOS? Introdução à estrutura psicofisiológica do acto de pensar. Validação natural e cultural do pensamento: sensação, emoção, cognição, intenção e acção. Tipologia das várias inteligências: competências naturais e competências adquiridas (contributo das actuais neurociências). O perfil integrado do Engenheiro. Limites deontológicos hoje.
2.COMO SE PENSOU, AO LONGO DAS SOCIEDADES? Modelos (ainda) contemporâneos da complexidade cultural e histórica. A consciência humana: o paradigma naturocêntrico, o paradigma teocêntrico e o paradigma antropocêntrico. Traços e autores determinantes da Modernidade, da Pós-Modernidade e da (talvez) Contemporaneidade.
3.CONTEMPORANEIDADE E DILEMAS CULTURAIS. Consumismo, hedonismo, nihilismo, cepticismo, relativismo, radicalismo, criticismo, multiculturalismo, ecleticismo, virtualismo e sustentabilidade. Análise de paradigmas transversais às ciências e às profissões contemporâneas. O papel integrado e integrador das Ciências da Engenharia.

Objetivos

Esta UC procura uma sólida plataforma de cultura geral (aberta, humanista e epistemológica) que possibilite a formação universitária integral, compreensiva do mundo onde vivemos e trabalhamos. IPC inicia com a análise do próprio pensamento, abordando depois correntes e dilemas culturais actuais. Retoma prováveis conhecimentos anteriores dos alunos, questionando-os e redimensionando-os numa cosmovisão integrada. No ponto 3 revalorizam-se essas correntes na perspectiva dinâmica de saberes articulados, determinantes para o Engenheiro. Esta vertente aplicada visa competências interdisciplinares e criativas para a sociedade actual, de si tão complexa, direcionando-as no prisma da Ciências da Engenharia. No seu quotidiano laboral específico, este profissional depara-se com padrões mentais, civilizacionais e morais que deve reconhecer, avaliar e resolver em harmonia. A UC visa dotar os alunos de instrumentos reflexivos aptos à complexidade humana e cultural do nosso mundo global.

Conhecimentos, capacidades e competências a adquirir

Esta UC tem como objectivo uma formação universitária integral, séria, crítica e aberta ao mundo contemporâneo. Visa:
1. Reconhecer os momentos e elementos da formação cognitiva pessoal e interpessoal
2. Identificar conceitos basilares em RH relacionados com «inteligência» e «inteligências», «competências» e «deontologias civilizacionais»
3. Detectar as características entitativas da cultura actual, diferencial e global;
4. Identificar as heranças culturais na vida social de um povo, bem como o seu perfil ideológico, político, económico;
5. Respeitar a diversidade antropológica e psicológica entre culturas de hoje;
6. Registar e avaliar os problemas transversais e multiculturais hodiernos;
7. Proteger e preservar a complexidade do nosso tempo, através de paradigmas sustentáveis comuns, tornados mais visíveis no contacto e familiaridade entre os povos (eficaz e eficiente numa Gestão de Pessoas responsável)

Metodologias de ensino e avaliação

As aulas teórico-práticas são dadas em modo discursivo e interrogativo, privilegiando o raciocínio e a formação do espírito crítico nos alunos. A exigência da disciplina advém da capacidade argumentativa e sintética dos alunos face à grande matriz cultural contemporânea. A avaliação contínua (na qual se requer um 70% de presenças, conforme aos Regulamentos da ULHT), é realizada em duas provas escritas, com igual cotação (50% cada uma da nota final). Nestas, privilegia-se a construção de respostas com sólida informação teórica (com base nos materiais dispensados), mas também a capacidade de argumentar e projectar no campo temático das Ciências da Engenharia as consequências actuais da História do Pensamento e das Culturas Humanas. Sobretudo, valoriza-se a identificação do Pensamento Contemporâneo, mais globalizado, e o seu reconhecimento em evidências do mundo profissional concreto do Engenheiro.

Bibliografia principal

ARENDT, H. (1997), A Condição Humana, Rio de Janeiro, Forense Universitária
BARTHES, R.(1989), Mitologias do século XX, Lisboa, Ed. 70
BAUDRILLARD, J. (2003), A Sociedade de Consumo, Lisboa, Ed. 70
GIDDENS, A. (1997), As Consequências da Modernidade, Lisboa, Celta
HEIDEGGER, M. (1984), Carta sobre o Humanismo, Lisboa, Guimarães
JONAS, H. (2004), El principio de responsabilidad. Etica y civilización tecnológica, Madrid, Herder
KENNY, A., (1999) História concisa da civilização ocidental, Lisboa, Temas e Debates
MORIN, E. e PRIGOGINE, I. (2000), A Sociedade em Busca de Valores, Lisboa, Piaget.
POPPER, K. (1991), Sociedade Aberta, Universo Aberto, Lisboa, D. Quixote.
RUSS, J. (1997), A Aventura do Pensamento Europeu: história das ideias ocidentais, Lisboa, Terramar
SKINNER, Q. (1992), As Ciências Humanas e os Seus Grandes Pensadores, Lisboa, D.Quixote
VATTIMO, G., (2000) O fim da modernidade. Niilismo e hermenêutica na cultura pós-moderna, Lisboa, Presença