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Universidade Lusófona

Classes e Estratificação Social

Disciplina do Curso

Sociologia

Grau|Semestres|ECTS

Licenciatura | Semestral | 5

Ano | Tipo de unidade curricular | Lingua

2 |Obrigatório |Português

Total de horas de Trabalho | Tempo de Contacto (horas)

133 | 47

Código

ULHT45-7167

Disciplinas complementares recomendadas

Não aplicável

Pré-requisitos e co-requisitos

Não aplicável

Precedências

Não

Estágio profissional

Não

Conteúdos Programáticos

I Classes sociais e estratificação social: formulações teóricas
1 A transversalidade dos estratos sociais no processo histórico;
2 - Teorias da Estratificação e da Mobilidade;
3 Classes sociais abertas e fechadas;
4 Classes, sociedade de classes e poder;
5 Multidimensionalidade das desigualdades sociais: classes, grupos de status e partidos;
6 - Classes, visibilidade social, classificação simbólica e estilos de vida;
7 As classes, a formação de elites e o poder;
II Procedimentos de operacionalização para a análise de classes;
1 Determinação dos lugares das classes
2 Interesses de classe;
III A construção das classes e dos grupos de interesse em Portugal
1 Estado, sociedade e grupos de interesse em Portugal;
2 - Casos específicos: dirigentes de ONGs de Solidariedade Social; Cientistas, Artistas, Profissionais e Excluídos;
3 - Transformações sociais e recomposição de classes na sociedade portuguesa.

Objetivos

Para além de uma teorização que compreende o desenvolvimento, desde os teóricos fundadores aos contemporâneos e dos procedimentos de operacionalização indispensáveis na análise das desigualdades sociais e da formação de grupos de interesse, esta disciplina centrar-se-á nos meios e experiências de pesquisa com particular incidência na análise da sociedade portuguesa. Assim, pretende-se:- Introduzir o problema das desigualdades sociais nas sociedades modernas;- Constatar a polarização teórica de formulações muito diversificadas;- Problematizar a formação e a ação de grupos distintivos e de blocos do poder, articulando os campos político, económico e ideológico. - Determinar os espaços sociais e estilos de vida, na sociedade em geral, alertando para a construção simbólica; - Verificar a pluralidade de estratégias teóricas actuais para tratar o problema; - Apresentar modos de operacionalização das variáveis utilizadas neste campo de saber. - Criar a motivação para o estudo da matéria.

Conhecimentos, capacidades e competências a adquirir

Esta matéria, como uma disciplina geral, permite que os alunos obtenham capacidades de operacionalizarem procedimentos para a localização (na visibilidade e na invisibilidade) das desigualdades sociais e para a interpretação ou explicação de um material empírico determinado, quer relativamente à problemática, quer aos poderes que estão presentes. Dividem-se em competências: 1 Trabalhar a problemática das desigualdades: sociais, económicas, profissionais, culturais, político/ideológicas, simbólicas, étnicas, religiosas, estilos de vida, género, família, exclusão social, cidade e rural; 2 identificar e explicar a localização dos poderes e das relações de poder em: grupos, organizações, profissões (ordens), empresas, sindicatos, partidos, ONGs, instituições (civis e militares) e elites; 3 estudar e explicar a mudança social. Os alunos ficam com competências de análise das desigualdades que cabem em diferentes áreas especializadas da sociologia.

Metodologias de ensino e avaliação

No processo de avaliação contínua dá-se a maior importância à participação dos alunos e à assiduidade. Para isso, pretende-se estimular o interesse pela utilidade da matéria, no sentido de se criar uma dinâmica positiva. Na avaliação contínua entra: a classificação obtida na apresentação oral dos trabalhos, onde se inclui um abstract (preparação para sínteses futuras) e o guião de apresentação (avaliação da capacidade de sistematização, da lógica e da coerência) e o interesse que teve a apresentação para motivar o debate (forma expositiva); um relatório sobre a visita de estudo (capacidade de observação e de análise); um trabalho final que pode ter por base os conteúdos da apresentação e dos adquiridos na aprendizagem (competência teórico-analítica); e, a participação nos debates suscitados durante as aulas (atenção e empenhamento). Aos alunos que não entrarem no processo de avaliação contínua ou que não tiverem nota de passagem é feito exame.

Bibliografia principal

Almeida, J. (1999). Classes Sociais nos Campos. Oeiras: Celta
Almeida, F. (2013). As Elites de Portugal. Lisboa: Edições Vieira da Silva.
Bourdieu, P. (1979). La Distinction. Critique Sociale du Jugement. Paris: Éditions du. Minuit
Estanque, E. (2012). A Classe Média. Ascensão e Declínio. Lisboa: FFMS
__, & Mendes, J. (1997). Classes e Desigualdades Sociais em Portugal. Porto: Afrontamento Viegas,
J. & Costa, A. (1998). Portugal que Modernidade? Oeiras: Celta
Ossowski, S. (1976). Estrutura de Classes na Consciência Social. Rio de Janeiro: Zahar
Poulantzas, N. (1978). Fascismo e Ditadura. S. Paulo: Martins Fontes
__ (1971). Poder Político e Classes Sociais. Porto: Portucalense Renato, M. -Org. (2013). Portugal, Uma Sociedade de Classes. Lisboa: Edições 70.
Vaz, M. & al (2000). Exclusão na História. Oeiras: Celta
Wesolowski, W. (1977). Classes, Estratos e Poder (2 vols). Amadora: Novo Curso Editores