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Universidade Lusófona

Sociologia do Lazer, do Corpo e do Desporto

Disciplina do Curso

Sociologia

Grau|Semestres|ECTS

Licenciatura | Semestral | 5

Ano | Tipo de unidade curricular | Lingua

3 |Obrigatório |Português

Total de horas de Trabalho | Tempo de Contacto (horas)

133 | 47

Código

ULHT45-16975

Disciplinas complementares recomendadas

Não aplicável

Pré-requisitos e co-requisitos

Não aplicável

Precedências

Não

Estágio profissional

Não

Conteúdos Programáticos

1. As abordagens sociológicas e antropológicas do espaço social da saúde
1.1. O desenvolvimento da sociologia da saúde
1.2. O âmbito da sociologia da saúde
1.3. Principais abordagens teóricas sobre a saúde e a doença
2. Sociedade, saúde e doença: saberes, práticas e representações
2.1. A construção social da doença
2.2. Concepções sobre saúde e doença
2.3. Promoção da saúde: prevenção e responsabilização individual
2.4. Saberes leigos
2.5. A experiência da doença
3. Sociedade e medicina(s): organizações e profissões de saúde
3.1. Medicalização
3.2. A profissão médica
3.3. As organizações de saúde: o hospital
3.4. Medicinas populares, medicinas alternativas e complementares
4. Políticas de saúde em Portugal
4.1. As políticas de saúde
4.2. Estatísticas e indicadores sobre saúde e doença
4.3. Desigualdades na saúde

Objetivos

Os principais objectivos são proporcionar o desenvolvimento de competências no domínio das teorias e das problematizações sobre a saúde e a doença enquanto objectos de reflexão e investigação sociológica, desconstruindo a percepção sobre os fenómenos da saúde e da doença como fenómenos naturais.

Conhecimentos, capacidades e competências a adquirir

No final do semestre, os alunos deverão ser capazes de: i) perspectivar as noções de saúde e de doença como fenómenos sociais, rompendo com a sua interpretação naturalista ii) conhecer os vários actores sociais intervenientes no campo da saúde e da doença, identificando os saberes, estratégias e poderes que os caracterizam; iii) situar os cuidados terapêuticos no quadro mais vasto do sistema e das políticas de saúde; iv) mobilizar indicadores sobre saúde e doença, designadamente sobre desigualdades na saúde.

Metodologias de ensino e avaliação

O processo de transmissão e aquisição de conhecimentos e desenvolvimento de competências inclui duas componentes: 1) uma componente de aulas teóricas, onde são apresentados os principais temas e sub-temas do programa; 2) uma componente de aulas práticas, onde os alunos apresentam textos sobre pesquisas tematicamente enquadráveis em cada um dos blocos do programa da UC, seguindo-se uma discussão dos mesmos. A avaliação contínua consiste na realização de um exercício individual e de um trabalho de grupo (apresentação oral de um texto com entrega de relatório), sendo ainda ponderada a presença e participação nas aulas.

Bibliografia principal

Augé, Marc e Claudine Herzlich (orgs.) (1984), Le Sens du Mal. Anthropologie, Histoire, Sociologie de la Maladie, Paris, Éditions des Archives Contemporaines, pp. 189-215. ;
Cabral, Manuel Villaverde (coord.), Pedro Alcântara da Silva e Hugo Mendes (2002), Saúde e Doença em Portugal, Lisboa, Imprensa de Ciências Sociais Canguilhem,
Georges (1984), Le Normal et le Pathologique, Paris, PUF. Carapinheiro,
Graça (org.) (2006), Sociologia da Saúde: Estudos e Perspectivas, Coimbra, Pé de Página. Freidson,
Eliot (1984), La Profession Médicale, Paris, Payot.
Kleinman, Arthur (1980), Patients and Healers in the Context of Culture, Berkeley, California University Press.
Lopes, Noémia (org.) (2010), Medicamentos e Pluralismo Terapêutico. Práticas e Lógicas Sociais em Mudança, Porto, Afrontamento. Nettleton, Sarah (2006), The Sociology of Health and Illness, Cambridge, Polity Press.