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Universidade Lusófona

Arquitetura III

Curso

Arquitetura

Grau|Semestres|ECTS

Licenciatura; Mestrado | Semestral | 12

Ano | Tipo de unidade curricular | Lingua

5 |Obrigatório |Português

Total de horas de Trabalho | Tempo de Contacto (horas)

336 | 180

Código

ULHT36-14619

Disciplinas complementares recomendadas

Não aplicável

Pré-requisitos e co-requisitos

Não aplicável

Precedências

Não

Estágio profissional

Não

Conteúdos Programáticos

O tema da Unidade Curricular - arquitectura e objectualidade - insere-se na temática geral do 2º ciclo ¿A percepção e a comunicação no/do espaço fragmentado¿. Tema este que se insere no projecto de investigação do grupo SAM do LabART. O tema principal do ano (que engloba Arquitectura III e IV) será a reinterpretação dos modelos de percepção e comunicação após o aparecimento do espaço fragmentado. Com base nesta temática geral do ano procura-se também perceber em que sentido os conceitos de investigação na arquitectura se alteram para uma investigação no/ou através do projecto.
Arquitectura III irá debruçar-se sobre um projecto de equipamento de grande dimensão inserido no concurso Internacional ¿ Guggenheim_Helsinki. O estudo do equipamento terá como programa base os próprios condicionalismos do concurso, excepto o seu prazo de entrega. Considera-se o enunciado do exercício que constitui a base do trabalho a desenvolver ao longo do semestre.

Objetivos

O objectivo principal da unidade curricular é a preparação dos alunos para a sua profissão de arquitectos através da concepção de um projecto arquitectónico de um equipamento de grande dimensão de acordo com as condicionantes específicas do respectivo enunciado concursal. A proposta deve comunicar um conceito resultante de uma reflexão pessoal sobre o tema da unidade curricular ¿ arquitectura e a objectualidade. Esta coerência deve ser demonstrada: através dos procedimentos usados na concepção; nas metodologias de investigação propostas; nos resultados obtidos, nomeadamente na qualidade arquitectónica dos espaços, na qualidade arquitectónica da estrutura espacial do edificado proposto, na qualidade da representação e comunicação dos aspectos materiais e aspectos conceptuais. A proposta deve ainda apresentar todas as peças necessárias à compreensão da mesma e de acordo com o enunciado.

Conhecimentos, capacidades e competências a adquirir

Os alunos devem demonstrar: - capacidade o reconhecimento de procedimentos de concepção - referenciação; discriminação; dimensionamento; pertinência - e seus resultados; - competências de investigação quer para a preparação do projecto (inquirição), quer no próprio processo de concepção (research by design); - competências para a criação de metodologias cognitivas e heurísticas capazes de se adaptarem à especificidade e contingência de projectos particulares; - capacidade para dominar as diversas fases de concretização do projecto, do esquiço ao detalhe construtivo, passando pelas fases consideradas necessárias à compreensão crítica e paralelismo com situações socioeconómicas e culturais mais generalizáveis; - capacidade para comunicar não apenas os aspectos técnicos e materiais mas também os aspectos conceptuais do projecto; - capacidade para integrar, as infra-estruturas técnicas, ambientais e estruturais.

Metodologias de ensino e avaliação

O ensino será preferencialmente metodológico e contínuo, considerando como determinante o saber fazer, o saber formalizar, o saber formular e expressar conceitos que resultem de uma efectiva investigação crítica local e disciplinar. A avaliação visa sobretudo os procedimentos e metodologias e a capacidade crítica conceptual, mas sempre baseada numa formalização comunicativa arquitectónica. Sistematização avaliativa para cada um dos projectos: Participação e assiduidade - 5%; Avaliações intercalares - 45% e Avaliação Final - 50%. Todas as fases de avaliação contínua (intercalares e final) são obrigatoriamente realizadas em júri, composto pela totalidade dos docentes da unidade curricular, podendo aquele ser composto por profissionais exteriores à academia e/ou por docentes de áreas ancilares (de acordo com as diversas fases do projecto). Estes últimos desempenham o papel de comentadores sem direito a voto.

Bibliografia principal

Benjamin, Walter (1992) Sobre Arte, Técnica, Linguagem e Política. Lisboa: Relógio d¿Água.
Foster, Hal (1983) The anti-aesthetic: essays on postmodern culture. Washington: Bay Press.
Nesbitt, Kate (2008) Uma Nova Agenda para a Arquitectura ¿ Antologia teórica 1965-1995. São Paulo: ed. Cosac Naify.
Pallasmaa, Juhani (2006) Los ojos de la piel: la arquitectura y los sentidos. Barcelona: Gustavo Gili.
Schön, Donald A. ([1983] 2011) The reflective practitioner: how professionals think in action. Farnham: Ashgate,
Sequeira, J. M. (2011) ¿Architecture & Research: a possible structure¿ in Revista Lusófona de Arquitectura e Educação (AE) nº5. Lisboa: LabART-Edições (pp. 135-151).
Tschumi, Bernard (1990) Questions of space: lectures on architecture. London: Arch. Association.
Koolhas, Rem (2008) Nova York Delirante: um manifesto retroactivo. S. Paulo: Cosac & Naify.