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Universidade Lusófona

Estará Lisboa preparada para mais turistas?

Foi debatida, num ambiente de descontração, a hotelaria e a capacidade de carga em Lisboa.

O penúltimo seminário deste ciclo do mestrado de Turismo, intitulado Análise Global do Turismo, que se estendeu por diversos dias, teve lugar na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias no dia 29 de novembro e decorreu num ambiente de troca de ideias entre o convidado Duarte Leal, fundador e sócio administrador do Independente Collective, hostel situado em Lisboa, e os alunos.

O seminário incidiu sobre a capacidade de carga em Lisboa no que toca a acolher turistas e ao longo do debate surgiram várias opiniões acerca das várias perguntas que foram feitas, tanto pelo convidado como pelos restantes participantes.

Perante este novo panorama caracterizado pelo aumento acentuado do turismo que nos últimos tempos tem marcado Lisboa, são várias as questões que surgem não só no que toca à razão de tal aumento, mas também ao futuro da cidade. Como se perspetiva? Este foi o grande foco do seminário.


Duarte D'Eça, formado na Cass Business School, apresentou aos alunos dados impressionantes no que diz respeito ao turismo na capital: em 2015 Lisboa recebeu 3.58 milhões de turistas internacionais, um número espantoso para a nossa pequena cidade. Ficámos também a saber que atualmente temos 32.000 turistas por quilómetro quadrado e que as camas disponíveis em Lisboa são 70.000, sendo 86% destas de alojamento local.

Após estes dados as perguntas que ficam são: Lisboa tem camas suficientes para acolher todos os turistas? Estamos a exceder a capacidade?

Foram várias as opiniões acerca de potenciais problemas que podem dificultar a boa prática do turismo: o uso quase excessivo de veículos privados, nomeadamente automóveis, o funcionamento precário de transportes públicos durante a noite e a má preparação que Lisboa tem para receber os milhões de turistas que cá chegam. Por exemplo, relativamente aos museus, segundo Duarte Leal, em 22 apenas 4 têm guias disponíveis em inglês.

Os preços acessíveis e o tempo ameno, segundo todos os participantes, não bastam para manter este novo panorama em Lisboa. É necessário mudar a mentalidade portuguesa, que de momento ainda não se encontra moldada à nova realidade, e essa não é uma mudança simples, afirma o convidado.

Inês Palma
Comunicação Institucional
Noticias Lusófona