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Universidade Lusófona

No jornalismo também há limites

Há limites que o jornalismo não pode ultrapassar

Há limites que o jornalismo não pode ultrapassar. Os impostos pela Constituição, deontologia e ética estiveram em discussão no âmbito da 3ª Semana da Comunicação, Artes e Tecnologias. Um debate moderado por António José Teixeira, diretor da SIC Notícias.

O jornalista trabalha para o bem e não para os seus próprios interesses, tal como estes super-heróis, afirmou Ana Clotilde Correia, da agência noticiosa Lusa. Por trás da jornalista, o videoprojetor mostrava as imagens do Homem-Aranha e do Super-Homem, ambos repórteres na banda desenhada. Em debate estavam os Limites Constitucionais, Éticos e Deontológicos, no âmbito da 3ª Semana da Comunicação, Artes e Tecnologias, organizada pelo Departamento de Ciências da Comunicação da Lusófona, em março.

A mesa foi moderada por António José Teixeira, diretor da SIC Notícias e subdiretor de informação da SIC. O jornalista fez questão de frisar o seu apreço pela Universidade Lusófona e o facto de já ter trabalhado na instituição, onde foi professor e o primeiro diretor da licenciatura em Comunicação e Jornalismo.

Anos 90: salários mais altos e mais autorregulação

Anabela Neves, jornalista parlamentar da SIC, lembrou o panorama mediático dos anos 90 do século XX. Era bom ser-se jornalista, muito por causa da herança do pré e pós 25 de Abril afirmou. Os salários eram mais elevados e havia auto-regulação por causa da respeitabilidade do sindicato, explicou. Entretanto, o sindicato perdeu força por se aproximar do PCP e da CGTP, criando um vazio na autorregulação. Mas há agora sinais de mudança, com a eleição de uma nova direção, acrescentou.

A propósito dos limites constitucionais, Raquel Alexandra Castro, jornalista durante mais de 20 anos e hoje vogal da Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, destacou o caso dos média digitais. Estes "não são regulamentados", fazendo com que seja publicada "informação não oficializada". Um território que, por isso, levanta várias questões sobre constitucionalidade e limites da liberdade de informação.

A liberdade no jornalismo não pode ultrapassas os limites legais, éticos e deontológicos. Uma conclusão das três convidadas. Ana Clotilde Correia acrescentou que no caso do jornalismo de agência, este funciona como um martelo de humildade, já que nunca assinamos o nosso trabalho.

João Alves
Redação LOC