Contacto WhatsApp 963640100

Universidade Lusófona

Inovação na indústria

A importância do compartilhamento de conhecimento e interação dos meios na produção.

Ao final do mês de novembro, como parte das 2ªs Jornadas de Engenharia e Gestão Industrial, organizadas pela Faculdade de Engenharia, a palestra intitulada Inovação trouxe aos alunos e convidados as perspectivas do mercado para uma indústria dependente de constantes inovações. O convidado, Eng.º Tomé Pereira Canas, atual coordenador de gestão da inovação na empresa The Navigator Company, com mais de dez anos de experiência na área de gestão da inovação, abordou temas como as constantes mudanças tecnológicas e a partilha de conhecimento entre nas indústrias de projetos inovadores, citando exemplos como a indústria do papel.

As perspectivas da inovação

A diversidade de produtos oferecidos ao consumidor, a velocidade na comunicação e o avanço tecnológico mais acentuado e evidente no quotidiano, tornam necessária a existência de um conjunto de processos que fomentem a inovação em projetos comerciais.


Tomé Pereira Canas explica que a cultura da inovação é essencial às empresas para o êxito na elaboração de novos produtos. Tal cultura está vinculada à abertura de troca de conhecimento das empresas com diversas organizações - universidades e até outras empresas. Canas defende que as trocas são essências para viabilizar um projeto inovador, tendo por objetivo maximizar as opções de produção e diminuir o tempo de pesquisas.

"O sucesso de um projeto inovador passa pela capacidade de antever o futuro tecnológico, onde o grau de incerteza é constante", "a cooperação das indústrias reduz os potenciais de risco a um projeto", ressalta Tomé. Um gestor de inovação tem de atentar ao alto grau de turbulência do mercado e a influência que esses fatores podem afetar a economia.

A indústria do papel

Pereira Canas trouxe aos alunos a experiência de mercado da The Navigator Company, uma das mais importantes empresas de papel na Europa segundo a European Business Awards. Empresa voltada a produção de papel e pasta de papel, investe constantemente em inovação e interação com diferentes agentes para a sua produção de conhecimento e de produtos.

A Navigator tem, por exemplo, um programa de incentivo à criatividade para elaboração de novos produtos ou métodos de gestão entre os colaboradores; e um outro programa onde a empresa procura, junto da comunidade próxima das fábricas, respostas para tornar viáveis projetos de expansão ou inovação, até então economicamente inviáveis, em troca oferecem prémios ao desempenho e sucesso dos melhores projetos elaborados.


Tomé Pereira Canas explicou ainda que a atividade da empresa, que mantém a celulose como base, é um vasto meio de inovação, pois a sua oferta vai para além do papel, passando por exemplo pelo reaproveitamento das sobras de madeira para utilização na calefação de residências.

O convidado enfatizou ainda que "um novo gestor de inovação deve ter o espírito deestar sempre a aprender e pronto para mudanças", "pensar uma carreira sem mudanças é um erro, deve estar preparado para montar a sua própria carreira" e "estar apto e aberto para o compartilhamento do conhecimento".

Artur Sebben
Comunicação Institucional
Notícias Lusófona

Veja mais fotografias em: Inovação - 2ªs Jornadas de Engenharia e Gestão Industrial