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Universidade Lusófona

Três anos de Artes Performativas

Hoje, festejo três vezes o fim deste ciclo.

Há três anos atrás, as dúvidas eram todas, a informação era tamanha e todos os caminhos apontavam para direções distintas. Há três anos atrás, as apostas eram imensas.

Psicologia. Gestão. Desporto. Dança. Arquitetura. Filosofia. E tantas outras que ainda hoje se deixam pairar por aí. Há três anos atrás, num impulso tresloucado, os sentimentos falaram por si. Artes Performativas e Tecnologias. Todas as emoções se encaminhavam por aqui. E foi. Uma luta desgastante. Uma montanha coberta de contratempos. Num caminho onde os ventos se teimavam contrários e as febres se faziam proferir. Há três anos atrás começou esta etapa. A de ingressar num curso das artes. Nesse mundo onde tudo é tão leviano aos olhos de fora e onde tudo é tão intenso para quem o vive em pleno. Muitos foram os arrufos. Os choros. Os impossíveis. Os incalcináveis. As frustrações. As areias movediças. As dificuldades. Os dissabores. Os percalços. As infelicidades. Os desgostos e até deceções.

Em três anos, vivemos tudo isso. Sobrevivemos a tudo isso e no fim fez-se um enorme livro de recordações. Onde tudo se fez texto e se preencheram tantas folhas de emoções. Em três anos, jurei ser a pior decisão de todos os tempos. Por não corresponder às expectativas. Por não estar a correr da forma como teria um dia imaginado. Por não ver os olhos de quem me rodeia a brilhar de satisfação. Por não sentir essa força exterior.

Em três anos, jurei três vezes desistir. Mas também bati o pé e prometi fazê-lo cumprir-se. Por ser, apesar de todas essas grandes pedras no caminho, uma decisão minha. Uma dura caminhada, minha. E fez-se. Cheia de tudo! De sorrisos, gargalhadas, conquistas, amizades, atuações, experiências, espetáculos, câmaras, microfones, holofotes, palcos, rádios, estúdios, ginásios e muitos, muitos, muitos testemunhos desses grandes senhores da sabedoria. Dotados da capacidade de se transformarem e permanecerem vivos, dentro de livros, transportando todo o seu conhecimento de geração em geração. Que no fim de contas me trouxeram.... tanto!

Hoje, sim. Hoje, juro três vezes que apesar das pequenas mudanças que enriqueceriam este curso, é um lugar cheio de muita coisa. Onde o conhecimento que nos transmitem é imenso. E de onde saímos prontos para todos os desafios da área e arredores. Hoje, juro três vezes que há três anos atrás voltaria a tomar a mesma decisão. Porque apesar de sair daqui com pequenas grandes moças, dou este último passo com um enorme sorriso no rosto e de coração cheio, por ter passado por tantas pessoas que me deram tanto. Por ter trazido comigo um bocadinho de cada um! A faculdade deu-me tudo. A faculdade deu-me este amor! Às artes, aos que se juntam para fazer arte, aos que se reúnem para falar de arte, aos que se impõem por um melhor lugar no mundo para as artes!

Hoje, festejo três vezes o fim deste ciclo. As notas todas lançadas. As malas feitas. Segue-se uma nova viagem, coberta de tantas outras aventuras: Um mestrado na área das artes!

A licenciatura em Artes Performativas e Tecnologias da Universidade Lusófona foi definitivamente a melhor companheira dos últimos três anos!

Despeço-me deste percurso com um orgulho enorme neste projeto final de curso:

Um enorme beijinho a todos aqueles que comigo partilharam esta caminhada.

Margarida Botelho
Licenciada em Artes Performativas