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Disciplina Arqueologia dos Media

  • Apresentação

    Apresentação

    Meio, tornou-se uma categoria charneira desde os finais do séc. XIX com emergir meios de comunicação de massa. Uma arqueologia dos media só pode ser pensada junto a uma genealogia dos media, possibilitando assim a compreensão do agir humano na sua expressividade histórica, principalmente na contemporaneidade. A sua arqueologia torna-se assim fundamental. A acção criadora do homem tem na compreensão dos ‘media’ a sua condição de possibilidade. A focagem histórico-teórica possibilita um acesso aos problemas que os media produziram e aos efeitos que estes estão a levantar em sociedades que estão marcadamente dependentes das mediações tecnológicas e nas tecnologias dos media. Objectivos e competências entrelaçam-se no programa para possibilitar uma visão panorâmica dos problemas gerados pelos media no passado e na sociedade contemporânea.

  • Conteúdos Programáticos

    Conteúdos Programáticos

    1. O que é o meio? Meio e técnica;
    2. Genealogia dos media e arqueologia dos media: singularidade e interconexão;
    3. Experiência e mediação: efeitos da perpceção mediada;
    4. Teoria dos media e arqueologia dos media: as relações na história;
    5. Contexto e Arquivo: transmitir, difundir, armazenar;
    6. Os media como instrumentos criativos: alfabeto, fotografia, cinema;
    7. Subjectividade e mediação: o problema da materialidade dos media;
    8. Media e Herança Cultural.
  • Objetivos

    Objetivos

    a) distinguir meio (media) e tecnologia; 

    b) descrever experiência enquanto mediada tecnicamente; 

    c) aplicar os conhecimentos de forma argumentativa e crítica à situação actual; 

    d) identificar os principais paradigmas no pensamento da mediação;

    e) produzir um juízo crítico sobre os media em contexto criativo; 

    f) reconhecer as figurações dos media sobre a cultura; 

    g) conhecer a genealogia dos meios e como uma arqueologia dos media é possível; 

    h) reconhecer a ‘realidade dos media’; 

    i) identificar as diferenças e antíteses entre as diferentes posições teóricas; 

    j) posicionar-se criticamente sobre a história dos media; 

    k) conhecer as relações entre media e sociedade; 

    l) determinar o impacto dos media nas artes e na estética; 

    m) saber identificar as estratégias políticas possibilitadas pelos media; 

    n) identificar linhas de investigação nos estudos dos media. 

    o) saber capaz de construir um discurso argumentativo sistemático sobre as relações entre cultura, arte, media e realidade.

  • Metodologias de ensino e avaliação

    Metodologias de ensino e avaliação

    Aula expositiva; hermenêutica e heurística textual; discussão pública dos argumentos; material visual de apoio.

  • Bibliografia principal

    Bibliografia principal

    Agamben, G., Qu’est-ce qu’un dispositif? Paris: Payot & Rivages, 2007.

    Flusser, V., Medienkultur. Frankfurt a. M.: Fischer, 2005.

    Foucault, M. L’archéologie du savoir. Paris: Gallimard, 1969

    Hansen, M.B.N., «Media Theory». Theory Culture Society, 2006; 23; pp. 297-306.

    Huhtamo, E. & Parikka, J., Media Archaeology. Approaches, Applications, and Implications. Berkeley: University of California Press, 2011.

    Kittler, F., Optical Media. Berlin Lectures 1999. London: Polity Press, 2010.

    McLhuan, M., Understanding Media. The Extensions of Man. Berkeley: Gingko Press, [1964] 2003.

    Siegert, B., Cultural Techniques. Grids, Filters, Doors, and Other. Articulations of the Real. New York: Fordham University Press, 2015.

    V. Benjamin, «A obra de arte na época da sua possibilidade de reprodução técnica». In W. Benjamin, A modernidade. Lisboa: Assírio & Alvim: 2006, pp. 207-241.

    Zielinski, S., Deep Time in Media. Toward an Archeology of Hearing and Seeing by Technical Means. Cambridge/Mass.: MIT Press, 2006.

INSCRIÇÃO AVULSO
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