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Disciplina Corpo, Mão, Face, Olho

  • Apresentação

    Apresentação

    A UC pretende alargar a expressão mais visual (do corpo humano e suas in-corporeidades) a uma compreensão personalista da sua intervenção no mundo (próprio e alheio, incluindo o natural e artificial), intervenção essa que implica acção, alteração, mudança e, por vezes, re-criação (do corpo, face, olho e mão como prolongamentos maiores da interioridade humana enquanto interface da Natureza e Mundo).

    Esta criação, re-criação ou criatividade pela experiência completa do Eu e do Outro é compreendida pelos fenomenólogos (desde Husserl nos seus processos de intersubjectividade até aos neo-personalistas e neoestruturalistas) enquanto processo estético, atento, ascensional e descensional: faz-se através de uma recepção (mais ou menos contemplativa, mais ou menos activa e performativa) das categorias da alteridade e da identidade. 

    A UC visa, precisamente, a exposição do Corpo, Face, Olho e Mão enquanto espaços de interioridade intersubjectiva (contrariamente a uma visão dimensional ou unívoca).

  • Conteúdos Programáticos

    Conteúdos Programáticos

    1. A estrutura fenomenológica da Comunicação Interpessoal Corpo, Face, Olho, Mão na sua complexidade. Fundamentos cognitivos da sensorialidade, da racionalidade e da intencionalidade humana: sentir, compreender, querer (ou não querer). Limites da exposição pessoal, a tridimensionalidade: contrastes emoções e afectos, consciencia/inconsciencia, livre-arbitrio, linguagem, corpo, palavra, imagem. A fenomenologia corporal como estrutura de acesso a pessoa

    2. A estrutura neuronal Corpo, Face, Olho, Mão. Matriz mitologica na figura do heroi / anti-heroi. Limites do nao-verbal. Matriz religiosa como transmissao cognitiva voluntarista e transcendentalista. Fundamentalismos e vazios: limites do verbal- Matriz critico-cientica, relativista e tecnologica; Horizontes da cultura ocidental. Modelos e contraste epistemologico

    3. A fenomenologia da intimidade pessoal no Corpo, Face, Olho e Mão. Leituras de Husserl, Merleau-Ponty, Bergson, Lévinas e Bubber

    4. O fenómeno do TransHumanismo e do PósHumanismo

  • Objetivos

    Objetivos

    São objectivos da UC:

    1. identificar (esteticamente) a apresentação fenomenológica da pessoa enquanto corpo, face, olho, mão

    2. compreender (criticamente) que a fenomenologia do visual corresponde a uma fenomenologia empírica

    3. aprofundar, no fenómeno humano com sede no corpo, que as experiências empíricas são experiências neuronais

    4. expôr a relação intensa entre a pessoa (artista) e a corporeidade (incluida a corporeidade da Natureza e do Mundo, interfaces alternas e alternativas) enquanto fenómeno revelador de Si

    5. definir a corporeidade enquanto revelação fenomenológica que o processo artístico capta (ou desvela) de modo particular

    Para alcançar estes cinco tópicos, investe-se numa base teórica de materiais filosóficos da escola fenomenológica, nos seus autores principais (Husserl, Merleau-Ponty, Bergson, Lévinas e Bubber, no que concerne a estes temas). Todos eles possuem em comum a apologia da intencionalidade (estética) como um processo livre e autónomo, por vezes epifânico. 

  • Metodologias de ensino e avaliação

    Metodologias de ensino e avaliação

    Após 4 sessões teóricas (que respondem aos conteúdos programáticos pela sua ordem de exposição), os alunos iniciam a metodologia de role play, ou seja: a partir desse momento (fim da dimensão especulativa pela Docente), cada sessão é tomada por um Aluno que dispõe do tempo necessário para «dar a aula». Consiste isto no seguinte:

    1. a escolha de um Artista que trabalhe ou o Corpo, ou a Face, ou a Mão, ou o Olho (ou ainda outras partes da figura humana)

    2. a escolha da(s) peça(s) deste Artista que se pretende investigar, apreciar e apresentar

    3. a apresentação (justificada) desse trabalho à turma, pressupondo-se seguidamente o debate crítico e de profundidade sobre o mesmo

    4, a capacidade de dialogar, entender, argumentar e rever em voz alta, como exercício genuíno de pensamento, tendo uma obra de arte como raiz

    Esta deslocação do eixo da aula com foco no Aluno de 3ºano comprova competências e expectativas (antes) iniciais e supóe inovação face ao habitual papel central ou directivo docente

  • Bibliografia principal

    Bibliografia principal

    Qualquer uma das obras dos autores directamente visados no programa (a saber: Husserl, Merleau-Ponty, Bergson, Lévinas e Bubber) poderão ser convocadas na linha das temáticas Corpo, Face, Olho e Mão. Contudo, como a avaliação dos alunos depende do modelo role-play (que inclui as suas próprias pesquisas bibliográficas e consequente seleção autónoma de textos de autor), a bibliografia principal da UC é fluida, dinâmica e constrói-se progressivamente. 

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