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Disciplina Estética II

  • Apresentação

    Apresentação

    Esta UC, de vinco teórico no currículo em Artes Visuais, visa estruturar e agilizar a capacidade de pensamento critico-estético sobre a obra de arte, nos seus vários momentos: generativo-criativo, operativo, expositivo, descritivo e valorativo. Os conteúdos alinham com modelos histórico-canónicos da Filosofia da Arte, mas visam sobretudo competências de (im)percepção do tempo e do espaço (durante o momento de concentração produtiva), de discernimento do (raro) êxtase reflexivo e intuitivo, a subjectividade ingénua dos juízos de gosto face aos juízos de valor (próprios e de outros), a descrença céptica em modismos dogmáticos de tipo social dominante, o (idealizado) entusiasmo criativo, a radical dificuldade em definir a estética, a cíclica (vanguardista) ultrapassagem dos cânones (antes demarcados com que autoridade?), a (in)consciência do papel dos mesmos cânone estéticos e, por fim, a pergunta (mais do que a resposta) que as Artes Visuais no seu todo emite: porque faço isto (arte)?
  • Conteúdos Programáticos

    Conteúdos Programáticos

    1. Conceitos constituintes da Estética: o belo, o feio, o sublime, o horrível, o trágico, o sinistro, o cómico, o metamorfoseado... 2. Definições impossíveis da Exeperiência Estética: 2.1. a experiência estética como tridimensional (sentir, compreender, escolher) 2.2. a «impressão cognitiva» estética 2.3. a «impressionabilidade cognitiva» 2.4.  «ser impressionado» e «impressionar» 3. A impressionabilidade no pensamento contemporâneo  3.1.  pensamento mágico (base da experiência estética mitológica e demiúrgica) 3.2. o pensamento fideísta (base da experiência religiosa e relacional) 3.3.  o pensamento crítico (base da experiência metódica e racional) 3.4. o pensamento estético (base da experiência artística) 3.5. a marca da harmonia (grega) até ao Kaos: Apolo e Dionísio 4. O jogo da modernidade, da pós-modernidade e (talvez) da contemporaneidade na consideração estética  
  • Objetivos

    Objetivos

    a) identificar a experiência estética como tridimensional (sentir, compreender, escolher) b) discernir e caracterizar a «impressão cognitiva» estética c) conhecer e argumentar sobre a «impressionabilidade cognitiva» d) distinguir entre «ser impressionado» e «impressionar» e) reconhecer fases de impressionabilidade no pensamento contemporâneo  f) descrever o pensamento mágico (base da experiência estética mitológica e demiúrgica) g) descrever o pensamento fideísta (base da experiência religiosa e relacional) h) descrever o pensamento crítico (base da experiência metódica e racional) i) descrever o pensamento estético (base da experiência artística) j) reconhecer a marca da harmonia (grega) até ao Kaos: Apolo e Dionísio l) reconhecer o jogo da modernidade, da pós-modernidade e (talvez) da contemporaneidade na consideração estética
  • Metodologias de ensino

    Metodologias de ensino

    Por ser uma unidade curricular de natureza, objectivos e competências essencialmente teóricos, a aula expositiva apresenta-se como a metodologia mais pertinente. Após esta ou durante esta, o debate, o levantamento de problemas, a sua delimitação e explicitação são os elementos de principal uso. A heurística textual e hermenêutica serão também recursos a utilizar. A verificação e acompanhamento da aquisição de competências faz-se também a partir da discussão pública dos argumentos em torno dos problemas levantados.   
  • Bibliografia principal

    Bibliografia principal

    BENJAMIN, W. (2006). A obra de arte na época da sua possibilidade de reprodução técnica. In A Modernidade. (207-241). Lisboa: Assírio & Alvim. BOZAL, V. (1999). Historia de las ideas estéticas y de las teorías artísticas contemporáneas. Madrid: António Machado. GREENBERG, C. (1961). Art and Culture. Boston: Beacon Press. HERNÁNDEZ, D. (2012). A comédia do sublime. Lisboa: Vega. MOLDER, M. F. (2009). Símbolo, Analogia e Afinidade. Lisboa: Vendaval. POCHAT, G. (2008), Historia de la estética y la teoría del arte. De la Antigüedad al siglo XIX. SEDLMAYR, H. (2008). A revolução da arte moderna. Lisboa: Livros do Brasil. VENTURI, L. (2007). História da crítica de arte. Lisboa: Edções 70.
  • Avaliação

    Avaliação

    A avaliação contínua segue o ritmo temático das quinze semanas de aulas.

    Possui dois momentos de reflexão escrita individual: um primeiro e um segundo Testes, antes e depois das pausas lectivas.

    Cada Teste vale 45% da Nota Final (90%)

    Os restantes 10% são atribuidos à assiduidade e à participação argumentativa de qualidade nos debates na aula.

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