-
Apresentação
Apresentação
A UC debruça-se sobre o jornalismo de investigação - a modalidade mais exigente do ofício - e enquadra-o na história, na teoria e na prática do jornalismo contemporâneo. O seu campo de ação estende-se da definição do que é investigar, no confronto entre jornalismo e ciências sociais, à história internacional (Watergate, Panama Papers) e portuguesa da investigação jornalística. Atua nos domínios em que hoje se pratica: a reportagem de atualidade, os consórcios internacionais, o jornalismo independente e multimédia, o jornalismo de dados e a IA, e ainda a investigação histórica através de testemunhos e arquivos. Intervém na formação do repertório essencial do investigador: hipóteses, fontes e seus limites, verificação, proteção de informação sensível e construção narrativa. No 3.º ano da licenciatura em Comunicação e Jornalismo, a UC consolida as competências de apuração e escrita dos anos anteriores e prepara o exercício mais responsável do jornalismo: o escrutínio do poder
-
Disciplina do curso
Disciplina do curso
-
Grau | Semestres | ECTS
Grau | Semestres | ECTS
Licenciado | Semestral | 5
-
Ano | Natureza | Lingua
Ano | Natureza | Lingua
3 | Obrigatório | Português
-
Código
Código
ULHT449-10114
-
Pré-requisitos e co-requisitos
Pré-requisitos e co-requisitos
Não aplicável
-
Estágio Profissional
Estágio Profissional
Não
-
Conteúdos Programáticos
Conteúdos Programáticos
1. O que é investigar? Proximidades e diferenças entre ciências sociais e jornalismo de investigação. 2. Para uma definição de jornalismo de investigação; diferenças face ao jornalismo noticioso; investigar para a notícia, para a reportagem e para o tema em profundidade. 3. História do jornalismo de investigação: casos internacionais (Watergate, Panama Papers); as origens em Portugal - Esculápio, Repórter X, Celestino Amaral e o Caso GAL, o impacto de O Independente. 4. Práticas do jornalismo de investigação: a reportagem de atualidade; o plano internacional; o fim dos "lobos solitários"; o jornalismo literário e a investigação freelance publicada em livro; os consórcios (Investigate Europe); o jornalismo independente (Divergente, Fumaça); multimédia, jornalismo de dados e IA. 5. O jornalismo de investigação histórico: testemunhos e arquivos; a investigação do passado na imprensa; criar impacto com casos do passado - podcasts e documentários.
-
Objetivos
Objetivos
OA1. Dominar o conhecimento teórico e histórico do jornalismo de investigação, internacional e português, e distinguir investigação jornalística e investigação em ciências sociais. OA2. Enquadrar a prática do jornalismo de investigação contemporâneo: o jornalismo colaborativo e os consórcios internacionais, as novas formas de gestão da investigação freelancer, o jornalismo independente, multimédia, de dados e com IA. OA3. Formular hipóteses de investigação e mobilizar fontes humanas, documentais e informáticas, com identificação dos potenciais e limites de cada uma. OA4. Proteger informação sensível e fontes em risco. OA5. Produzir uma reportagem de investigação com apuração rigorosa, verificação e construção narrativa, em formato escrito, vídeo, áudio ou multimédia. OA6. Analisar criticamente peças de jornalismo investigativo e pseudo-investigativo. OA7. Investigar casos do passado com testemunhos e arquivos e refletir sobre os papéis sociais do jornalismo nas democracias.
-
Metodologias de ensino
Metodologias de ensino
A UC combina teoria e prática, com abordagens baseadas no questionamento e na cooperação, que incentivam a curiosidade, a aprendizagem entre pares e a autoavaliação. Estratégias de problem-based learning e exercícios realistas (Savin-Baden & Major, 2004) desenvolvem o pensamento crítico, a autonomia e o trabalho colaborativo. As aulas expositivas e os estudos de caso enquadram a teoria e a história do jornalismo de investigação, com análise de boas e más práticas que fortalece a capacidade argumentativa (Kim et al., 2006). O project-based learning estrutura o trabalho central da UC: em grupo, os estudantes produzem uma reportagem de investigação - hipótese, apuração, fontes, verificação e narrativa - com feedback constante (McLaughlin et al., 2022). As práticas em aula, associadas a convidados, treinam técnicas essenciais do ofício: concentração, anotação, memória, pesquisa, questionamento e oralização. As sessões de tutoria acompanham os projetos com orientação contínua.
-
Bibliografia principal
Bibliografia principal
Caminos Marcet, J. M. (1997). Periodismo de investigación, teoría y práctica. Madrid: Síntesis. de Burgh, H. (Ed.). (2008). Investigative journalism (2.a ed.). Abingdon, Oxon.¿; New York: Routledge. Forbes, D. (2005). A watchdog¿s guide to investigative reporting: a simple introduction to principles and practice in investigative reporting. Johannesburg: Konrad Adenauer Stiftung. Godinho, J. (2009). As origens da reportagem-impressa. Lisboa: Livros Horizonte. Harcup, T. (2009). Journalism: principles and practice (2nd ed). Thousand Oaks, Calif: Sage Publications. Hunter, M. L. (Ed.). (2013). A investigação a partir de histórias: Um manual para jornalistas investigativos. Paris: UNESCO. Lanosga, G. (2014). New Views of Investigative Reporting in the Twentieth Century. American Journalism, 31(4), 490¿506. Schiffrin, A. (Ed.). (2014). Global muckraking: 100 years of investigative journalism from around the world. New York: The New Press.
-
Avaliação
Avaliação
Descrição
Data limite
Ponderação
Práticas de investigação em aula (média dos 3 melhores trabalhos) com exposição oral. 35%
Reportagem de investigação (trabalho de grupo, com entrega intermédia de tema e guião)
com exposição oral
50%
Capacidade de análise crítica e participação 15%
-
Mobilidade
Mobilidade
Sim





