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Apresentação
Apresentação
A unidade curricular propõe uma abordagem crítica da cultura visual enquanto campo onde se articulam conhecimento, técnica, experiência e subjectividade. Partindo de uma genealogia das imagens e dos dispositivos de visão, analisa como diferentes tecnologias - da perspectiva à inteligência artificial, passando pela fotografia e pelo cinema - transformaram os modos de observar, representar e compreender o mundo. As imagens são abordadas não apenas como objectos de representação, mas como dispositivos técnicos, culturais e afectivos que operam sobre a percepção, a memória e a experiência, produzindo diferentes regimes de visualidade. A disciplina interroga ainda as relações entre estética, ciência, técnica e política, bem como o papel das imagens na construção da experiência contemporânea. Das afeções suscitadas pelas imagens ao psiquismo das formas, passando pelas mutações dos media que transformam esses regimes, esta unidade curricular visita as imagens para analisar a cultura.
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Disciplina do curso
Disciplina do curso
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Grau | Semestres | ECTS
Grau | Semestres | ECTS
Licenciado | Semestral | 5
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Ano | Natureza | Lingua
Ano | Natureza | Lingua
1 | Opcional | Português
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Código
Código
ULHT35-7243
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Pré-requisitos e co-requisitos
Pré-requisitos e co-requisitos
Não aplicável
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Estágio Profissional
Estágio Profissional
Não
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Conteúdos Programáticos
Conteúdos Programáticos
1. Introdução à Cultura Visual: a imagem como problema epistemológico 1.1. A cultura visual como problema e os seus fundamentos epistemológicos. 1.2. Hermenêutica visual: imagens, interpretação e conhecimento. 1.3. Genealogia das imagens, dos dispositivos e dos regimes de representação. 2. Regimes ópticos modernos: a transformação da experiência visual 2.1. Reprodutibilidade técnica e multiplicação das imagens. 2.2. Do inconsciente óptico à cultura visual da ciência. 2.3. A modernidade e os regimes disciplinares da visão. 3. Das afeções ao psiquismo das formas: as imagens e a produção do sujeito 3.1. Teorias do espanto. 3.2. O Unheimliche tecnológico. 3.3. O informe: psicanálise da abjeção. 4. A economia política das imagens: as imagens e a produção da cultura 4.1. Montagem e instabilidade metamórfica das imagens. 4.2. Imagens do desejo: véu, voyeurismo, fetichismo e ausência. 4.3. Dos simulacros aos algoritmos: imagens sintéticas, inteligência artificial e novos regimes de visualidade.
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Objetivos
Objetivos
OA1. Analisar criticamente os regimes de visualidade e os processos de hipervisualização que caracterizam a cultura contemporânea. OA2. Relacionar a evolução histórica das imagens, dos dispositivos ópticos e das tecnologias visuais com as transformações dos modos de percepção, representação e experiência. OA3. Avaliar o papel da ciência, da técnica e dos media na configuração histórica da percepção e da cultura visual. OA4. Interpretar imagens enquanto dispositivos técnicos, culturais e afectivos, identificando os processos de captura, domesticação e mobilização da visão. OA5. Avaliar criticamente as implicações estéticas, políticas e epistemológicas dos regimes contemporâneos de visualidade e das estratégias de controlo da visão. OA6. Aplicar conceitos fundamentais da Cultura Visual na análise crítica de imagens, mobilizando categorias como sujeito/objeto (e abjeto), familiar/inquietante estranheza, humano/técnico e cultura/ciência.
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Metodologias de ensino
Metodologias de ensino
Unidade curricular teórico-prática, organizada em torno de aulas expositivas e dialogadas que articulam enquadramento conceptual, análise crítica e debate. A aprendizagem estrutura-se a partir da interpretação de um corpus diversificado de imagens - arte, fotografia, cinema, ciência, medicina e cultura digital - mobilizadas como dispositivos de conhecimento e não como mera ilustração dos conteúdos. A discussão de casos de estudo promove a articulação entre teoria e prática interpretativa, estimulando a autonomia crítica e a reflexão interdisciplinar. Todos os materiais pedagógicos são disponibilizados na plataforma Moodle no início do semestre, favorecendo uma aprendizagem contínua, autónoma e preparada para o trabalho em aula.
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Bibliografia principal
Bibliografia principal
Bataille, G. (2015). O nascimento da arte. Sistema Solar. Benjamin, W. (2006). A obra de arte na época da sua possibilidade de reprodução técnica. In A modernidade. Assírio & Alvim. Berger, J. (2018). Modos de ver. Antígona. Bragança de Miranda, J. (2023). Constelações: Ensaios sobre cultura e técnica na contemporaneidade. Sistema Solar. Crary, J. (2017). Técnicas do observador: Visão e modernidade no século XIX. Orfeu Negro. Didi-Huberman, G. (2007). Diante do tempo: História da arte e anacronismo das imagens. Orfeu Negro. Freud, S. (2019). O infamiliar (Das Unheimliche). In Obras incompletas de Sigmund Freud. Autêntica. Kristeva, J. (1982). Powers of horror: An essay on abjection. Columbia University Press. Onians, J. (1994). I wonder: A short history of amazement. In Sight and Insight: Essays on Art and Culture in Honor of E. H. Gombrich. Phaidon. Simondon, G. (2024). Imagination and invention (J. H. Smith, Trans.). University of Minnesota Press.
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Avaliação
Avaliação
Descrição
Data limite
Ponderação
Teste escrito individual (Avalia a aquisição, compreensão e mobilização crítica dos conceitos, autores e problemas teóricos abordados na unidade curricular)
em agendamento
55%
Trabalho de grupo (Consiste na análise hermenêutica de uma obra de arte, selecionada pelo grupo, a partir da bibliografia da unidade curricular. A obra deverá ser obrigatoriamente observada in situ por todos os elementos do grupo, constituindo essa experiência direta parte integrante do processo de investigação e interpretação)
em agendamento
30%
Apresentação oral do trabalho de grupo (Consiste na apresentação pública do trabalho, seguida de discussão. A exposição deverá ser realizada sem leitura integral de texto, valorizando a clareza da argumentação, o domínio dos conteúdos, a capacidade de comunicação e a participação no debate.)
em agendamento
15%
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Mobilidade
Mobilidade
Sim





