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Disciplina Projeto 1.1

  • Apresentação

    Apresentação

    A disciplina de Projecto 1.1 pretende sensibilizar o aluno para os elementos de leitura da realidade. Trata-se de o introduzir no particular olhar sobre a realidade que é próprio ao arquitecto. O olhar sobre as coisas como primeiro acto de projecto. Propõe-se a reflexão que se faz deste particular modo de ver, de uma forma de estar atento que é própria ao arquitecto, como eixo metodológico a partir do qual seja a essência reinventar, do seu trabalho. O desenvolvimento dos trabalhos práticos pretende que numa primeira fase se recorra à intuição como elemento privilegiado na descoberta do uso das formas, até à descoberta da necessidade de uma racionalização sistemática conducente à coerência entre ideia e proposta e a uma pesquisa progressiva de lógica e rigor, onde haja lugar para uma abordagem geral dos aspectos construtivos.
  • Conteúdos Programáticos

    Conteúdos Programáticos

    Propõem-se 2 exercícios práticos que fomentarão a utilização do processo como elemento de constante aferição e desbloqueamento da capacidade de representação/ilustração e pesquisa/concepção. No 1.º, será fundamental a consciencialização do papel do desenho e da maqueta na investigação do espaço. Desta forma os alunos ficarão familiarizados com os instrumentos elementares, trabalhando designadamente: -Dimensão, escala, proporção; -Reconhecimento de elementos formais básicos, composição e relação entre partes; -A experiência do espaço, tridimensionalidade; -A lógica das geometrias na composição espacial. Com o 2.º exercício pretende-se que o aluno adquira a consciencialização da importância do contexto real e a abordagem da sistematização e da ordem na composição espacial, trabalhando designadamente: -A consciencialização do papel da escala nestes diferentes processos; -Estrutura e composição (ritmo, tensão, ordem, equilíbrio, unidade); -O contexto e a sua interacção com o projecto
  • Objetivos

    Objetivos

    -Introdução ao modo de olhar; -Introdução ao modo de explicar/comparar; -Introdução ao modo de desenhar; -Introdução ao modo de situar-se no espaço; Acreditamos que no momento em que o aluno interiorizou estes elementos como forma de conhecimento, está preparado para manifestar outras capacidades: -Capacidade de abstracção em relação aos valores pré conceituados na abordagem da problemática da Arquitectura; -Capacidade de contactar com as questões de escala associadas ao espaço;
  • Metodologias de ensino

    Metodologias de ensino

    A sequência observar-analisar, pensar-reflectir, actuar-propor estabelecerá o mecanismo a partir do qual o estudante enfrentará o acto de projectar. Realizar-se-ão dois exercícios práticos em contexto real, com objectivos complementares que estabelecem os conceitos arquitectónicos a desenvolver e que informam a organização do espaço. Os exercícios partirão de realidades próximas dos estudantes, o estudo do seu quarto, permitindo-lhe o reconhecimento da realidade para lhe possibilitar um percurso até à sua abstração. A classificação final será obtida através da ponderação do resultado da avaliação do último exercício com as restantes classificações obtidas ao longo do ano. O método de cálculo não será aritmético mas sim compensado com a qualidade da evolução obtida pelo aluno. Considerando a natureza da disciplina, sem exame final, não serão considerados exames de recurso. A falta a uma ou mais das componentes da avaliação prevista terá como consequência uma classificação negativa.
  • Bibliografia principal

    Bibliografia principal

    Aalto, Alvar - La humanización de la arquitectura. Ed Tusquets; 1978; Boesiger, W. e Stonorov, O. Le Corbusier Oeuvre complète. Les Edition d¿Architecture.1964.Zurique. Benévolo, Leonardo - Corso di disegno. Laterza, 1975-1976; Benévolo, Leonardo - Historia de la arquitectura moderna. Gustavo Gili, 2002; Cullen, Gordon - Paisagem Urbana. Edições 70, 2008; Mumford, Lewis - A cidade na história. Martins Fontes, 1982; Neufert, Peter - Arte de projectar em arquitectura. Gustavo Gili, 2004; Tafuri, Manfredo - Teorías e historia de la arquitectura. Ed Laia, 1972; Távora, Fernando - Da organização do espaço. ESBAP, 1982; Zevi, Bruno - Saber ver a arquitectura. Martins Fontes, 1996; Zumthor, Peter - Pensar a arquitectura. Gustavo Gili, 2005; Jenkins, Eric J. - To scale. Routledge, 2008;  
  • Avaliação

    Avaliação

    A avaliação é contínua e centrada no acompanhamento regular do trabalho dos estudantes bom como na aquisição progressiva de competências. Neste modelo, não existe lugar a prova ou exame final nem a exame de recurso, conforme estipulado nas recomendações pedagógicas. Deste modo, os alunos deverão frequentar e assinar a folha de presenças em todas as aulas, não sendo possível a passagem de ano letivo com um número de faltas superior ao definido no regulamento de avaliação. Não serão admitidos à avaliação trabalhos que não tenham sido acompanhados pelos professores. Os exercícios a desenvolver nas aulas teóricas são de carácter obrigatório e considerados complementares do exercício a desenvolver nas aulas práticas. A não realização dos mesmos implica a não progressão para o ano letivo seguinte. Os trabalhos deverão ser entregues de acordo com os elementos e prazos definidos para cada fase, não devendo os docentes aceitar trabalhos fora de prazo ou incompletos.
    No que se refere à inscrição e frequência na U.C. Projecto os alunos só podem inscrever-se na UC que lhe dá precedência se tiverem realizado a primeira, no mesmo ano lectivo.
    A avaliação é da responsabilidade do coletivo de docentes, sendo as classificações ponderadas em função das competências efetivamente adquiridas pelos estudantes ao longo do processo.

     

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