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Disciplina Vitimologia

  • Apresentação

    Apresentação

    Esta UC visa o desenvolvimento de conhecimentos no âmbito da Vitimologia enquanto área de saber, explorando a sua evolução histórica, concetual e epistemológica e o papel da vítima como objeto de estudo. Pretende-se abordar os conceitos fundamentais da Vitimologia, os principais dilemas e questões éticas e técnicas, e dar a conhecer diferentes tipos de vitimação, a sua epidemiologia, dinâmicas abusivas, impacto multissistémico, instrumentos de mensuração, respostas de apoio e abordagens de prevenção/intervenção. No final da UC, os estudantes devem ser capazes de compreender a emergência e evolução paradigmática da Vitimologia; compreender e refletir sobre o papel da vítima no crime, as experiências de vitimação, os sistemas de apoio formal e informal e os dilemas e questões éticas a gerir; compreender os principais tipos de vitimação e dinâmicas específicas; e reconhecer novos tipos e formas de vitimação, bem como as principais abordagens de prevenção/intervenção.
  • Conteúdos Programáticos

    Conteúdos Programáticos

    CP1. Abordagem histórica, teórica e epistemológica da Vitimologia 1.1. Emergência e evolução da Vitimologia enquanto área de conhecimento. 1.2. A vítima enquanto objeto de estudo. 1.3. Teorias explicativas da vitimação 1.4. Instrumentos de mensuração 1.5. Abordagens de Prevenção/Resposta à Vitimação 1.6. Orientações no apoio à vítima e desafios da Vitimologia atual.   CP2. A vítima e o sistema de Justiça 2.1. Contextos de atuação, requisitos e competências do psicólogo. 2.2. A vítima, os seus direitos e os mecanismos de apoio. 2.4. Dilemas e desafios da interface com o sistema de justiça.   CP3. Enquadramento teórico e empírico dos principais tipos de vitimação 3.1. Infância/adolescência 3.1.2. Mau Trato e Negligência 3.1.3. Abuso sexual 3.1.4. Outros tipos (e.g., exposição à VD; ciberviolência) 3.2. Idade adulta 3.2.1. Violência nas relações de intimidade 3.2.2. Violência sexual 3.2.3. Outros tipos (ex.: ciberviolência, tráfico de seres humanos)
  • Objetivos

    Objetivos

    OA1. Reconhecer a Vitimologia enquanto área de conhecimento autónoma. OA2. Compreender o desenvolvimento histórico da Vitimologia, as transformações ideológicas e políticas, os direitos e os mecanismos de apoio. OA3. Conhecer e diferenciar as principais teorias explicativas da vitimação e os instrumentos de mensuração. OA4. Conhecer as principais abordagens de prevenção e intervenção com vítimas e refletir sobre as questões ético-deontológicas na articulação entre vítima e sistema de justiça. OA5. Reconhecer os principais tipos de vitimação na infância e na idade adulta, a sua epidemiologia, características específicas e intersecionais de vulnerabilidade, risco e proteção, dinâmicas abusivas, modelos teóricos, impacto multissistémico e papel dos bystanders. OA6. Reconhecer e discutir outros tipos de vitimação estudados na atualidade. OA7. Aplicar e integrar os conhecimentos teóricos na conceptualização de casos específicos e na análise crítica de artigos científicos relevantes.
  • Metodologias de ensino

    Metodologias de ensino

    Aprendizagem Reflexiva Baseada em Casos Práticos (Case-Based Learning): análise e discussão de casos práticos para promover o pensamento crítico, a resolução de problemas e o debate socrático. Aprendizagem ativa e colaborativa: desenvolvimento de atividades em pequenos e grandes grupos, recorrendo a role-play, demonstrações práticas e discussão orientada. Sala de Aula Invertida (Flipped Classroom) e Aprendizagem entre Pares (Peer Teaching): preparação, apresentação e discussão de conteúdos pelos estudantes, com base, por exemplo, na leitura crítica de artigos científicos. Metodologias interativas: utilização de ferramentas digitais, como Miro e Mentimeter, para promover a participação, a colaboração e o feedback em tempo real. Avaliação formativa contínua: realização de exercícios em aula, acompanhados de feedback contínuo para apoiar e monitorizar a aprendizagem.
  • Bibliografia principal

    Bibliografia principal

    Banyard, V. L. (2015). Toward the next generation of bystander prevention of sexual and relationship violence: Action coils to engage communities. Springer Barroso, R., & Neto, D. D. (Coords.). (2020). A prática profissional da Psicologia na Justiça. Ordem dos Psicólogos Portugueses. Burgess, A. W. (2017). Victimology. Theories and applications (3rd Ed.). Jones and Bartlett publishers. Cuevas, C., & Rennison, C. (2016). Handbook on the Psychology of Violence. Wiley-Blackwell. Daigle, L. E. (2018). Victimology. A text/reader (2nd Ed.). Sage Doerner, W.G., & Lab, S. P. (2017). Victimology (8th ed.). Routledge Machado, C. (2010). Vitimologia: das novas abordagens teóricas às novas práticas de intervenção. Psiquilibrios Edições. Machado, C. (2010). Novas formas de vitimação criminal. Psiquilibrios Edições. Matos, M. (2014). Vítimas de crime e violência: Práticas de intervenção. Psiquilibrios Edições. Walklate, S. (2018). Handbook of victims and victimology (2nd Ed.). Routledge.
  • Avaliação

    Avaliação

    • A metodologia de avaliação integra as modalidades contínua e final.
    • A avaliação contínua consiste em um teste escrito (50%), dois exercícios práticos em aula (20%; 10% cada um) e um trabalho de grupo (30%), com uma componente de apresentação oral (5%) e uma componente de discussão oral (25%).
    • Na avaliação das componentes orais do trabalho de grupo, os diferentes elementos/estudantes podem obter notas distintas em função do seu desempenho e das competências evidenciadas.
    • Todas as modalidades avaliativas têm obrigatoriamente que ser realizadas por todos/as os/as estudantes, sob pena da avaliação contínua não incluir os elementos necessários para se proceder à ponderação e lançamento da nota final à UC (inscrição sem avaliação).
    • Para a aprovação à UC, o/a estudante deverá obter uma nota média mínima de 10 valores. Caso tal não se verifique, o/a estudante será avaliado em avaliação final, através de prova individual escrita (100%), devendo alcançar uma classificação mínima de 10 de valores para a aprovação à UC.
    • Atendendo à natureza teórico-prática da UC, a presença nas aulas é obrigatória. Os/As estudantes só podem faltar, no máximo, a 30% das aulas (faltas não justificadas). Os estudantes em regime de trabalhador-estudante ou com outro tipo de estatuto, que beneficiem de isenção de presenças em momentos não avaliativos, caso não compareçam a pelo menos 30% das aulas, terão que realizar uma prova oral adicional, em data a definir pelas docentes.

     

     

    Descrição

    Data limite

    Ponderação

    Teste de avaliação (1x)

    a definir

    50%

    Exercícios práticos de avaliação em sala de aula (2x)

    a definir

    20%

    Trabalho de grupo

    - Apresentação oral

    - Discussão oral

    - *Prova oral adicional (nota integrada com a componente de discussão oral)

     

    a definir

    30%

    5%

    25%

         

     

     

INSCRIÇÃO AVULSO
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