Pequenos Passos, Grandes Mudanças - Masterclass inspirou Futuros Gestores
A masterclass de Fátima Carneiro reforçou que a transformação nas empresas começa em líderes que promovem confiança, escuta e melhoria contínua
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)
Pequenas mudanças podem, de facto, transformar uma empresa?
Fátima Carneiro, Diretora de Transformação de Processos e Digitalização da Altri, acredita que sim, e veio até à Universidade Lusófona - Centro Universitário Porto, no passado dia 10 de novembro, desafiar os estudantes a repensar a forma como olham para a evolução das organizações e o qual é o papel do líder nesta evolução.
Num mundo empresarial em rápida mutação e onde a transformação digital tem se revelado inevitável, a convidada veio demonstrar que a melhoria contínua numa empresa não acontece e não se alcança com saltos gigantes, mas com pequenos passos consistentes, deixando clara a mensagem de que “Pequenos ajustamentos podem fazer toda a diferença numa empresa.”
Para Fátima Carneiro a empatia está no cerne da questão, destacando que a mudança começa nas pessoas. “Não adianta ter a melhor tecnologia se as pessoas não a utilizam”, sublinhou, defendendo que qualquer processo de modernização deve colocar os colaboradores como prioridade. E é aqui que entra a importância do papel do líder e da liderança numa organização.
Para que as empresas possam acompanhar as transformações digitais e os novos processos, o líder tem um papel crucial, pois é ele “o motor da mudança”. E só se consegue alcançar esta mudança, se o líder “der o exemplo”, se “criar segurança psicológica”, isto é, se deixar que as pessoas falhem, se envolver as pessoas, se as ouvir, se “celebrar o progresso” e se “remover barreiras”. Inspirar, segundo a oradora, é uma obrigação e uma função diária, pois “o líder não muda tudo, mas muda o suficiente para inspirar os outros a mudar”.
A engenheira partilhou, também, práticas que as empresas podem implementar para que seja possível alcançar, de facto, esta mudança, como o Kaizen Diário, que incentiva melhorias contínuas, através, por exemplo, de reuniões curtas e estruturadas entre colaboradores e líderes, com o objetivo de aumentar a eficiência e a autonomia. A cultura organizacional, explicou, constrói-se tal como Roma: “não num dia, mas todos os dias se se colocar um tijolo”.
Para além do tema abordado, na sua intervenção, Fátima Carneiro, falou pouco do seu trajeto pessoal e profissional e daquilo que aprendeu em cada etapa da sua vida, destacando a falha como impulsionador muitas vezes das suas aprendizagens. A oradora, considera, que falhar é importante e que as pessoas não podem olhar para a falha como um retrocesso, mas sim como uma oportunidade, a falha deve ser analisada com perspetiva, transformada em aprendizagem e tornada, mais tarde, numa vantagem.
Deixou, também, conselhos aos futuros profissionais - ainda que, talvez, nos primeiros três anos de carreira, as hard skills possam pesar mais, o equilíbrio entre competências técnicas e soft skills tornam-se importantes para crescer no mercado de trabalho e liderar.
Aquilo que Fátima Carneiro quis deixar bem frizado é que a transformação alcança-se dá consistência de pequenas ações que, juntas, moldam o futuro de uma organização.
Tal como a masterclass com Rui Rio, também esta, da organização das Licenciaturas em Gestão e Gestão Comercial, foi inspiradora, “trazendo para a academia o melhor que há lá fora”, referiu a Professora Gabriela Leite, das Direções das Licenciaturas organizadoras, e reforçando, desta forma, o compromisso da Universidade Lusófona em preparar profissionais capazes de compreender, gerir, liderar e transformar o futuro das organizações.
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Texto
Susana A. Oliveira
Cobertura
Paulo Renato
Edição
Lara Sousa
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