-
Apresentação
Apresentação
Teoria da Arquitetura 3.2 dá continuidade a Teoria da Arquitetura 3.1, deslocando o objeto da cidade para a casa. Situa-se no campo da teoria e da crítica de arquitetura, com incidência no período que vai da década de 1960 ao momento contemporâneo, e toma o espaço doméstico como matéria de análise histórica e crítica. É uma unidade curricular de análise de discursos e de métodos, considera a leitura crítica de fontes primárias, a genealogia do espaço doméstico enquanto construção historicamente datada, e a crítica das categorias com que a disciplina descreve a casa - o vernáculo, a região, a norma, o utilizador - trabalhando estas questões nos dispositivos da planta doméstica, no corpo que essa planta pressupõe e nas formas do discurso crítico para além do texto.
-
Disciplina do curso
Disciplina do curso
-
Grau | Semestres | ECTS
Grau | Semestres | ECTS
Licenciado; Mestre | Semestral | 4
-
Ano | Natureza | Lingua
Ano | Natureza | Lingua
3 | Obrigatório | Português
-
Código
Código
ULP286-16159
-
Pré-requisitos e co-requisitos
Pré-requisitos e co-requisitos
Não aplicável
-
Estágio Profissional
Estágio Profissional
Não
-
Conteúdos Programáticos
Conteúdos Programáticos
Tópico 1 - Da casa coletiva à casa singular. Tópico 2 - Regionalismo crítico e a construção de um cânone. Tópico 3 - O vernáculo e os seus modos de representação. Tópico 4 - Genealogia do espaço doméstico Tópico 5 - Norma: Modulor, Neufert e não normatividade. Tópico 6 - Género e espaço. Tópico 7 - Envelhecimento, acessibilidade e a casa ao longo da vida.
-
Objetivos
Objetivos
Identificar e situar historicamente os principais textos, autores e posições críticas relativos ao vernáculo, à região e ao espaço doméstico, produzidos entre 1961 e o presente. Ler criticamente uma fonte primária, situando-a no debate a que responde. Analisar uma planta doméstica, identificando os dispositivos que organizam a privacidade, a circulação e a divisão do trabalho no interior da casa. Traduzir um conceito teórico numa questão operativa aplicável a uma decisão de projeto. Construir e sustentar publicamente um argumento fundamentado, respondendo a objeções e revendo a posição quando a evidência o justifique. Trabalhar em grupo na produção de um resultado partilhado, negociando critérios comuns de método e de representação. Utilizar fontes de forma ética, transparente e verificada, incluindo as geradas por sistemas de IAGen, assumindo a responsabilidade pela exatidão do que é apresentado.
-
Metodologias de ensino
Metodologias de ensino
Todas as horas de contacto desta UC são de ensino teórico (T). As metodologias descritas realizam-se em regime expositivo, de discussão orientada e de seminário. Os exercícios decorrem em trabalho autónomo do estudante, no âmbito das horas dedicadas. a) As sessões expositivas encerram com uma síntese que converte o conteúdo numa questão operativa dirigida ao trabalho em curso na UC de Projeto. b) As visitas de estudo ao longo do semestre são coordenadas transversalmente. c) Nos EG a discussão colocará cada grupo a considerar posições divergentes e a avaliação considerará a qualidade da argumentação e a capacidade de resposta à objeção. d) As visitas constituem sessões expositivas realizadas fora das instalações, com comentário orientado pela docente. e) Literacia crítica de IAGen. f) Plataforma Moodle para depósito de textos primários, guiões de leitura, enunciados, atlas coletivo e devolução de avaliações - inverted classroom.
-
Bibliografia principal
Bibliografia principal
Barata Fernandes, F. (1999). Transformação e permanência na habitação portuense: As formas da casa na forma da cidade (2.ª ed.). Porto: FAUP Publicações. Eggener, K. L. (2002). Placing resistance: A critique of critical regionalism. Journal of Architectural Education, 55(4), 228-237. Evans, R. (1997). Figures, doors and passages. In Translations from drawing to building (pp. 55-91). London: AA Publications. (Trabalho original publicado em 1978) Frampton, K. (1983). Towards a critical regionalism: Six points for an architecture of resistance. In H. Foster (Ed.), The anti-aesthetic: Essays on postmodern culture. Port Townsend: Bay Press. Rudofsky, B. (1964). Architecture without architects: A short introduction to non-pedigreed architecture. New York: The Museum of Modern Art. Sindicato Nacional dos Arquitectos (1961). Arquitectura popular em Portugal. Lisboa: SNA.
-
Avaliação
Avaliação
A avaliação é contínua e distribuída, sem exame final. A aprovação exige classificação final igual ou superior a 10 valores e presença mínima nas sessões de apresentação e nas visitas de estudo, nos termos do regulamento em vigor
Descrição
Tipo
Ponderação
F1 - Relatório da visita de estudo
Individual
5%
EG1 - Exercício de Grupo "Regionalismo Crítico"
Grupo
15%
F2 - Ficha "Rudofsky e Inquérito"
Individual
5%
EI1 - Exercício Individual "Regionalismo Crítico"
Individual
10%
F3 - Ficha "Normas"
Individual
5%
F4 - Ficha "Acessibilidade"
Individual
5%
EI2 - Exercício Domesticidade
Individual
25%
EI3 - Ensaio, reflexão sobre projeto
Individual
20%
Caderno da UC
Individual
10%
Total
100%
Critérios transversais de classificação. Rigor na leitura e no uso das fontes, incluindo verificação e correta referenciação; capacidade de construir e sustentar um argumento; qualidade e pertinência do material gráfico produzido em trabalho autónomo; e capacidade de responder à objeção em contexto de discussão pública.
Acompanhamento. Atendimento semanal por marcação. Devolução comentada de todos os elementos de avaliação, com apresentação sumária dos resultados em aula na semana seguinte à entrega.
Trabalhos escritos. Todos os elementos escritos seguem referenciação APA e incluem declaração de utilização de IAGen, nos termos do ponto seguinte.
-
Mobilidade
Mobilidade
Não





