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Disciplina Práticas de Intervenção e Prevenção com Grupos e Famílias em Risco

  • Apresentação

    Apresentação

    Esta unidade curricular integra teoria e prática aplicada, proporcionando uma base sólida para a intervenção com grupos e famílias em risco. Aborda modelos conceptuais fundamentais (sistémico, cognitivo-comportamental, sociocognitivo e comunitário), programas de prevenção/intervenção baseados em evidência e questões ético-deontológicas. Promove o desenvolvimento de competências críticas e aplicadas na análise, adaptação e implementação de estratégias de intervenção, bem como na reflexão ética. É particularmente pertinente no âmbito do 2.º Ciclo em Psicologia da Justiça e Vítimas de Crimes, contribuindo para a preparação de profissionais capazes de atuar em contextos de vulnerabilidade e risco, articulando o conhecimento científico com a prática profissional qualificada.
  • Conteúdos Programáticos

    Conteúdos Programáticos

    CP1: Modelos teóricos de intervenção com grupos e famílias 1.1. Modelo sistémico 1.2. Modelo cognitivo-comportamental 1.3. Teoria Sociocognitiva 1.4. Modelos comunitários CP2. Programas baseados em evidência de prevenção/intervenção com famílias em risco 2.1. Parentalidade positiva 2.2. Coparentalidade pós-divórcio/rutura 2.3. Vulnerabilidade social CP3. Programas baseados em evidência de prevenção/intervenção com crianças e jovens em risco 3.1. Vitimação e promoção de competências  3.2. Comportamento desviante CP4. Desafios e questões ético-deontológicas
  • Objetivos

    Objetivos

    A unidade curricular visa desenvolver conhecimentos e competências para intervir com grupos e famílias em risco, com base em modelos teóricos e programas baseados em evidência. Os estudantes deverão: (OA1) Explicar pressupostos, potencialidades e limites de diferentes modelos conceptuais de intervenção; (OA2) Reconhecer e aplicar estratégias de intervenção ajustadas a diferentes contextos; (OA3) Desenvolver competências de reflexão crítica sobre programas e práticas de intervenção; (OA4) Refletir sobre questões ético-deontológicas associadas à prática profissional; e (OA5) Analisar criticamente os dilemas éticos na avaliação e implementação de programas. Estes objetivos serão alcançados por meio de metodologias que integram exposição teórica, diálogo interativo, trabalho de grupo, simulação (role-play) e feedback formativo.
  • Metodologias de ensino

    Metodologias de ensino

    As metodologias de ensino desta UC alinham-se com o modelo pedagógico, centrado na aprendizagem ativa, construção colaborativa do conhecimento e desenvolvimento de competências práticas. O estudante é colocado no centro do processo formativo, sendo promovida a articulação entre teoria e prática através de metodologias como Exposição oral com apoio audiovisual (ME1) e Diálogo interativo (ME2), associadas aos OA1 e OA2. Atividades de pequeno grupo (ME3) e Role-Play (ME4) apoiam o desenvolvimento da reflexão crítica (OA3), simulando cenários de intervenção com populações em risco. O trabalho sobre competências ético-deontológicas (OA4) é promovido por meio de Role-Play, Feedback por pares (ME5) e Feedback por docente (ME6), incentivando a análise ética e a tomada de decisão fundamentada. Este conjunto metodológico prepara os estudantes para responder de forma crítica e competente a desafios reais da intervenção psicossocial.
  • Bibliografia principal

    Bibliografia principal

    Alexander, J. H., Callaghan, J. E. M., & Fellin, L. C. (2018). Genograms in research: participants’ reflections of the genogram process. Qualitative Research in Psychology, 19(1), 91–111. https://doi.org/10.1080/14780887.2018.1545066 Bodden, D. H., & Dekovi¿, M. (2016). Multiproblem families referred to youth mental health: What's in a name? Family process, 55(1), 31-47. Lamela, D., Jongenelen, I., & Pinto, T. M. (2025). Co-parenting in high-conflict divorces: conceptual and empirical foundations for evidence-based child welfare assessment and intervention. In Assessment of the co-parenting relationship: Multi-method instruments and procedures. Unicopli. McGoldrick, M., Gerson, R., & Petry, S. (2020). Genograms: Assessment and treatment. WW Norton & Company. Ryan, C., Epstein, N. B., Keitner, G. I., Miller, I. W., & Bishop, D. S. (2012). Evaluating and treating families: The McMaster approach. Routledge.
  • Avaliação

    Avaliação

    A UC adota a avaliação contínua sem independência das componentes e inclui como instrumentos de avaliação: 

    • Prova de avaliação escrita (30%)

    • Realização de trabalho prático que consiste na formulação de um problema; planeamento de uma sessão de intervenção; e implementação de uma dinâmica/estratégia de intervenção (70%)

      • Apresentação e Discussão oral com avaliação individual (40%)

      • Relatório escrito (30%)

    Os objetivos e especificações do trabalho serão publicados de forma detalhada na plataforma Moodle. A frequências às aulas é obrigatória para aprovação à UC e, para o seu controlo, será mantido um registo de assiduidade. Os estudantes que não obtenham aprovação em período normal serão admitidos a exame final, que consistirá numa prova que avaliará os conhecimentos teóricos, assim como as competências adquiridas, semelhantes às desenvolvidas e avaliadas no trabalho prático. 

     

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