No coração do Minho, o amor ganhava forma em pano de linho, entre símbolos, rimas populares e promessas bordadas à mão.
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Dia de São Valentim
Antes dos likes… havia os lenços.
No Minho, as jovens mulheres bordavam sentimentos em pano de linho ou de algodão. Cada ponto era uma declaração de amor.
Versos, desenhos e símbolos falavam por elas. Amor, saudade, promessa… tudo feito à mão.
Se o rapaz usasse o lenço em público… era namoro confirmado. Se devolvesse… bem… era um “visto e não respondido” do século XVIII.
Os erros? Faziam parte do encanto. Prova de um amor popular, sincero e sem correção automática.
O lenço era usado com orgulho. No corpo, na festa, na rua. Um amor à vista de todos.
Neste dia, falar dos Lenços dos Namorados é lembrar de quando amar era bordar o que se sentia.
Texto, Imagem & Edição
Gabriel Motta
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