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Disciplina Reportagem e Investigação Jornalística

  • Apresentação

    Apresentação

    Esta Unidade Curricular (UC) foca-se nas áreas de reportagem e jornalismo de investigação, abordando-as de forma teórico-prática. O seu objetivo é capacitar os estudantes para desenvolverem reportagens aprofundadas, entendendo a narrativa jornalística e os mecanismos de apuramento de informação. Através de uma abordagem crítica, a UC promove o questionamento ético e a compreensão do papel do jornalista na sociedade contemporânea, destacando a relevância da profissão enquanto poder e contrapoder. Os conteúdos programáticos são estruturados para oferecer uma compreensão histórica, metodológica e legal do jornalismo, com especial enfoque no jornalismo de investigação, articulando estas competências com as necessidades e desafios atuais do mercado de trabalho. A UC também possibilita o contacto com profissionais de prestígio, promovendo uma formação integrada e aplicada ao campo jornalístico.
  • Conteúdos Programáticos

    Conteúdos Programáticos

    1.    Jornalismo de investigação e reportagem 1.1.    Jornalismo do quotidiano, jornalismo de investigação e reportagem 1.2.    Diálogos e conflitos com a investigação científica, policial e judicial  2.    Enquadramento histórico   2.1.    A origem histórica da reportagem e do jornalismo de investigação 2.3.    Reportagens de investigação que fizeram história  3.    Métodos de investigação   3.1.    O tema, o ângulo e o uso da hipótese no jornalismo de investigação  3.2.    A entrevista como instrumento da pesquisa  3.3.    A recolha, filtragem, verificação e tratamento da informação  4.    Limites éticos 4.1.    O Código Deontológico e o Estatuto do Jornalista 4.2.    Dilemas éticos  5.    O jornalismo de investigação e os poderes   5.1.    A procura da objetividade através dos métodos  5.3.    Constrangimentos ao jornalismo de investigação  6.    O jornalismo, os meios emergentes e o futuro   6.1.    As plataformas, o jornalismo cidadão, as redes sociais, a AI 6.2.    O jornalismo colaborativo 
  • Objetivos

    Objetivos

    Partindo dos conceitos de reportagem e de jornalismo de investigação, esta Unidade Curricular (UC) procura cruzar estas duas vertentes, introduzindo os estudantes nas práticas da elaboração da grande reportagem e da investigação jornalística.  A UC visa, em suma: Apresentar e contextualizar as melhores práticas jornalísticas, permitindo aos estudantes compreender e aplicar conceitos essenciais no campo da reportagem e da investigação. Promover uma análise crítica perante más práticas e atropelos éticos, ajudando os estudantes a reconhecer e evitar comportamentos inadequados. Explorar o papel do jornalista nas encruzilhadas do jornalismo contemporâneo e a sua relevância na sociedade atual. A análise e discussão de trabalhos de grande reportagem e o estímulo à prática da reportagem e da investigação jornalística são centrais para a disciplina, proporcionando aos estudantes uma formação prática e teórica robusta.  
  • Metodologias de ensino

    Metodologias de ensino

    A unidade curricular combina aulas teóricas expositivas com uma forte componente prática, refletindo um modelo pedagógico que valoriza a integração entre teoria e prática.  Os alunos desenvolvem trabalhos individuais de reportagem a partir de temas que propõem ou lhes são propostos. As várias etapas da pesquisa e desenvolvimento destes trabalhos são acompanhadas de perto pela docente, através de tutorias e discussões em grupo durante as aulas práticas.  São analisados e discutidos trabalhos de reportagem e investigação, esta visão crítica ajuda os alunos a compreender e aplicar conceitos teóricos a contextos reais. Sempre que possível, procura-se proporcionar o contacto com profissionais de prestígio na área do jornalismo. Estas interações oferecem uma perspetiva prática e atualizada sobre o exercício da profissão. A prática consolida os conhecimentos teóricos, tornando a aprendizagem mais orgânica e duradoura, preparando os alunos para os desafios do campo profissional.  
  • Bibliografia principal

    Bibliografia principal

    Coelho, P. (2023). Novas Fronteiras do Jornalismo de Investigação: Do Lobo Solitário à Alcateia. Comunicação e Sociedade, 44, e023015. https://doi.org/10.17231/comsoc.44(2023).4561   Coelho, P., Reis, A., & Bonixe, L. (2021). Manual de reportagem. Labcom Books.   Godinho, J. (2021). O equívoco poder do jornalismo. In P. M. Gomes, T. C. Cunha, C. Henriques, C. G. Riley (Eds.), A liberdade por princípio: Estudos e testemunhos de homenagem a Mário Mesquita (pp. 303–319). Tinta-da-China.   Hunter, M. L. (2013). A investigação a partir de histórias: Um manual para jornalistas investigativos. UNESCO. https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000226456   Kovach, B., & Rosenstiel, T. (2005). Os elementos do jornalismo: O que os profissionais de jornalismo devem saber e o público deve exigir. Porto Editora.   Maia, V. (2016). Jornalismo de investigação – Licença para revelar. Jornais e Jornalistas, (62), 6–21. Clube de Jornalistas. http://www.clubedejornalistas.pt/wp-content/uploads/2016/06/JJ62.pdf  
  • Avaliação

    Avaliação

    A avaliação da UC reflete a sua forte componente prática e a progressão dos alunos ao longo do semestre, estruturando-se da seguinte forma:

    Grande Reportagem (30% da nota final):

    Os alunos deverão elaborar uma reportagem final (15 000 a 20 000 caracteres), cujo tema será previamente debatido e aprovado pela docente. Esta reportagem deve refletir a aplicação prática dos conhecimentos e técnicas aprendidos ao longo do semestre.

    Idealmente, a reportagem deverá ter qualidade suficiente para os alunos considerarem a sua publicação em órgãos de comunicação. No entanto, a nota não depende da publicação do trabalho.

    Apresentação oral da Grande Reportagem (30% da nota final):

    Os alunos terão de apresentar a sua grande reportagem no formato Live Journalism, utilizando técnicas narrativas que respeitem a ética jornalística. 

    Pequenas Reportagens e discussão oral (30% da nota final):

    Primeira Reportagem: Os alunos irão realizar uma primeira reportagem (3500 a 5000 caracteres) no início do semestre. Este exercício permite avaliar o ponto de partida dos alunos e identificar as principais dificuldades na discussão oral do trabalho.

    Segunda Reportagem: A segunda reportagem (3500 a 5000 caracteres) deve refletir a evolução dos alunos relativamente ao primeiro exercício; permite avaliar o progresso e as melhorias realizadas e também está sujeita a discussão oral.

    Avaliação contínua (10% da nota final):

    A participação nas aulas e a realização de exercícios práticos durante as sessões tem uma ponderação de 10% na nota final. 

    Este processo de avaliação visa garantir uma compreensão prática e teórica equilibrada, acompanhando o progresso dos alunos e incentivando a aplicação dos conhecimentos adquiridos.

     

    Descrição

    Data limite

    Ponderação

    Exercícios de reportagem e discussão oral

     

    30%

    Grande Reportagem

     

    30%

    Apresentação da Grande Reportagem

     

    30%

    Avaliação Contínua

      10%

     

     

    Admite-se o recurso a ferramentas de Inteligência Artificial (IA) no âmbito da disciplina, mas com sérias restrições.

     

    É expressamente proibido o uso de IA para redigir qualquer parte dos trabalhos submetidos a avaliação. A reportagem resulta da experiência documentada pelo aluno-jornalista no terreno, algo que uma ferramenta de IA nunca poderá realizar. Assim, os trabalhos sujeitos a avaliação devem ser integralmente originais e redigidos pelo aluno. Também não é permitido o uso de IA para reescrever ou reformular texto produzido pelo aluno, garantindo que a expressão escrita é fruto do seu próprio pensamento e competência.

     

    As ferramentas atualmente disponíveis são Modelos de Linguagem Avançados (Large Language Models - LLM), que não constituem fontes fidedignas de informação. Como tal, não podem ser utilizadas para a obtenção de dados, factos ou testemunhos. No âmbito de uma disciplina de jornalismo, todas as informações devem ser baseadas em fontes identificáveis e consultáveis. Assim, todas as fontes que contribuíram para o artigo devem estar listadas, incluindo os seus contactos, no caso de fontes humanas, salvo se essa partilha puser em risco a segurança da fonte.

     

    No entanto, estas ferramentas podem ser utilizadas para apoio “logístico”, nomeadamente: Explorar e debater ideias (por exemplo, potenciais temas de reportagem); transcrever entrevistas; traduzir textos; analisar dados; esclarecer dúvidas linguísticas. Importa notar que estes modelos frequentemente cometem erros, pelo que qualquer informação obtida através de IA deve ser cuidadosamente verificada.

     

    Será dedicado tempo em aula para orientar os estudantes sobre o uso adequado das ferramentas de IA e para esclarecer questões relativas aos elementos de avaliação e determinar se as ferramentas de IA são ou não adequadas nesse contexto.

     

    Sempre que seja utilizada uma ferramenta de IA, tal deve ser explicitado no documento do trabalho realizado, detalhando de que forma esta contribuiu para o resultado final.

     

    Caso se levantem dúvidas sobre a autoria de um trabalho, o docente pode determinar a realização de uma prova presencial, escrita ou oral, para aferir os resultados do aluno. Esta prova será ponderada de forma equivalente à avaliação que originou a dúvida.

     

    Estas diretrizes visam garantir a integridade académica e jornalística dos trabalhos realizados, assegurando que o uso de IA seja feito de forma ética e responsável.

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