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Apresentação
Apresentação
A Cultura Visual constitui um campo interdisciplinar que toma as imagens não como objectos isolados, mas como elementos de complexos regimes de visibilidade que articulam dispositivos técnicos, formas de percepção, relações de poder e práticas culturais. Partindo da emergência moderna da visualidade e dos seus regimes ópticos, serão abordadas questões como a reprodutibilidade técnica, a transformação do sensorium humano, a economia política das imagens e a constituição de imaginários globais. Finalmente, analisar-se-ão as mutações contemporâneas da cultura visual, marcadas pela circulação digital das imagens, pelas imagens operrativas e pela visão maquínica associada aos sistemas de aprendizagem das máquinas, procurando compreender o lugar das imagens na experiência contemporânea.
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Disciplina do curso
Disciplina do curso
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Grau | Semestres | ECTS
Grau | Semestres | ECTS
Licenciado | Semestral | 5
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Ano | Natureza | Lingua
Ano | Natureza | Lingua
1 | Obrigatório | Português
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Código
Código
ULHT24-7243
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Pré-requisitos e co-requisitos
Pré-requisitos e co-requisitos
Não aplicável
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Estágio Profissional
Estágio Profissional
Não
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Conteúdos Programáticos
Conteúdos Programáticos
1. Introdução: O que é a cultura visual? A reabilitação contemporânea do visual e o nascimento de uma disciplina A cultura visual como problema e a sua natureza epistemológica A Literacia Visual 2. Regimes ópticos modernos Reprodutibilidade e multiplicação: a explosão das imagens Do inconsciente óptico ao reaparelhamento do sensorium humano: o cine-olho e a fotogenia do imponderável A modernidade e o problema do observador: o campo disciplinar da visão 3. A economia política das imagens Las Meninas como caso de estudo (Foucault) Fetichização e mercantilização na sociedade do espectáculo Dos simulacros à nova iconoclastia 4. Imagens globais As primeiras imagens exteriores da Terra e o universalismo Telemática e cinematismo das imagens Ver global 5. A pós-história das imagens técnicas Imagens pobres, circulacionismo e cultura pós-internet Imagens operacionais e fotografia pós-humana Visão maquínica na era da aprendizagem das máquinas
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Objetivos
Objetivos
a) Os processo de hipervisualização que circundam e envolvem a totalidade do real; b) A lógica de evolução de máquinas e dispositivos ópticos e a sua convergência digital; c) O investimento da percepção pela ciência e a técnica; c) Os procedimentos de captura e domesticação da visão, nomeadamente da dialéctica entre atenção e distracção. d) As maneiras de interromper e reafectar os processos de controlo da visão, libertando as imagens.
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Metodologias de ensino
Metodologias de ensino
A unidade curricular recorre a metodologias de Problem Based Learning (ProblemBL) e Research Based Learning (RBL), mobilizando objectos da cultura visual contemporânea (cinema, fotografia, banda desenhada, videoclips, memes e imagens digitais, entre outros) como casos de estudo para a análise crítica e problematização teórica dos conteúdos programáticos.
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Bibliografia principal
Bibliografia principal
Benjamin, W. (2012). A obra de arte na época da sua reprodutibilidade técnica (J. Barrento, Trad.). Assírio & Alvim. (Original 1936) Brand, S. (1968). Whole Earth Catalog. Portola Institute. Bragança de Miranda, J. (2017). Corpo e imagem (3.ª ed.). Vega. Crary, J. (1988). Techniques of the observer. October, 45, 3-35. Debord, G. (2012). A sociedade do espectáculo (M. Resende, Trad.). Antipáticas. (Original 1967). Farocki, H. (2004). Phantom images. Public, 29, 12-22. Foucault, M. (2016). Las meninas. In As palavras e as coisas: Uma arqueologia das ciências humanas (10.ª ed., pp. 19-31). Edições 70. (Original 1966). Manovich, L. (2017). Instagram and contemporary image. Self-published. Mirzoeff, N. (1999). An introduction to visual culture. Routledge. Steyerl, H. (2024). Medium hot: Images in the age of heat. Verso. Virilio, P. (1994). The vision machine (J. Rose, Trad.). Indiana University Press. Zylinska, J. (2017). Nonhuman photography. MIT Press.
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Avaliação
Avaliação
Descrição dos instrumentos de avaliação (individuais e de grupo) ¿ testes, trabalhos práticos, relatórios, projetos... respetivas datas de entrega/apresentação... e ponderação na nota final.
Exemplo:
Descrição
Data limite
Ponderação
Prova oral individual
- Prova oral individual a partir de uma questão sorteada no momento de realização da prova, de um conjunto de questões disponibilizadas previamente.
- Duração máxima: 5 minutos.
- A turma será dividida em duas sessões (manhã e tarde).
Última sessão do semestre
40%
Trabalho de grupo (4 elementos)
O trabalho poderá assumir uma das seguintes modalidades:
a) Concepção de um vídeo-ensaio (com material original ou apropriado), com duração entre 3 e 5 minutos;
b) Concepção de um booklet;
c) Análise crítica de um objecto visual (pintura, fotografia, videoclip, cena de um filme ou série, cena de um videojogo, gif, imagem digital, entre outros).
Notas:
- Independentemente da modalidade escolhida, o trabalho deverá integrar e citar, pelo menos, duas referências bibliográficas constantes do programa da unidade curricular.
- Em qualquer das modalidades está implicada a produção de um curto texto no qual deverá ser formulado o problema teórico que orienta o desenvolvimento do trabalho (extensão máxima: 200 palavras). Entrega a definir.
- Apresentação da proposta de trabalho: 8ª sessão.
- Apresentações e discussão dos trabalhos: 13.ª e 14.ª sessões.
Apresentação da proposta: 10%
Discussão do trabalho: 30%
Apresentação e defesa oral individual do trabalho (proposta e momento final)
A classificação desta componente será atribuída de acordo com a qualidade da prestação oral individual, considerando a capacidade de apresentação e de resposta às questões colocadas no momento pelo docente.
Sessões de Apresentação
20%
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Mobilidade
Mobilidade
Não





