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Apresentação
Apresentação
O conceito medium surge como uma subsunção das relações entre tecnologia e comunicação e dos seus efeitos na sociedade e na cultura na história. O conceito procura descrever o domínio instrumental do processo criativo humano, mas também serve à sua auto-compreensão. Meio, tornou-se uma categoria charneira desde os finais do séc. XIX com emergir meios de comunicação de massa. Uma arqueologia dos media só pode ser pensada junto a uma genealogia dos media, possibilitando assim a compreensão do agir humano na sua expressividade histórica, principalmente na contemporaneidade. A acção criadora do homem tem na compreensão dos 'media' a sua condição de possibilidade. A focagem histórico- teórica possibilita um acesso aos problemas que os media produziram e aos efeitos que estes estão a levantar em sociedades que estão marcadamente dependentes das mediações tecnológicas e nas tecnologias dos media. Objectivos e competências entrelaçam-se no programa para possibilitar uma visão panorâmica
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Disciplina do curso
Disciplina do curso
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Grau | Semestres | ECTS
Grau | Semestres | ECTS
Licenciado | Semestral | 4
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Ano | Natureza | Lingua
Ano | Natureza | Lingua
1 | Obrigatório | Português
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Código
Código
ULHT168-1421
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Pré-requisitos e co-requisitos
Pré-requisitos e co-requisitos
Não aplicável
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Estágio Profissional
Estágio Profissional
Não
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Conteúdos Programáticos
Conteúdos Programáticos
Determinação genealógica do conceito de «meio»: sentido e objecto de uma 'teoria dos media'. Os dispositivos técnicos e a sua discursividade: da antiguidade ao presente. Media, discurso, realidade: media e poder; media e suspeição; media e simulações; remediação. Crítica marxista dos media: T.W. Adorno a Indústria da Cultura; Günther Anders: mundo em imagens; Hans Magnus Enzensberger: media e mobilização.A escola canadiana dos media: Harold A. Innis: tempo e espaço; Eric A. Havelock: a herança grega; Marshall McLuhan: as extensões do corpo. Teoria dos meios na actualidade: Niklas Luhmann: forma e meio; Jean Baudrillard: a agonia do real; Paul Virilio: excesso e velocidade; Boris Groys: o submediático; Friedrich A. Kittler: o pós-humano; Peter Sloterdijk: «actio in distans».
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Objetivos
Objetivos
a) distinguir meio (media) e tecnologia; b) descrever experiência enquanto mediada tecnicamente; c) aplicar os conhecimentos de forma argumentativa e crítica à situação actual; d) identificar os principais paradigmas no pensamento da mediação; e) produzir um juízo crítico sobre os media em contexto criativo; f) reconhecer as figurações dos media sobre a cultura; g) conhecer a genealogia dos meios e como uma teoria dos media é possível; h) reconhecer a 'realidade dos media'; i) identificar as diferenças e antíteses entre as diferentes posições teóricas; j) posicionar-se criticamente sobre a história dos media; k) conhecer as relações entre media e sociedade; l) determinar o impacto dos media nas artes e na estética; m) saber identificar as estratégias políticas possibilitadas pelos media; n) identificar linhas de investigação nos estudos dos media. o) saber capaz de construir um discurso argumentativo sistemático sobre as relações entre cultura, arte, media e realidade.
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Metodologias de ensino
Metodologias de ensino
Uso de leitura e interpretação de texto em contexto da aprendizagem
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Bibliografia principal
Bibliografia principal
Groys, B. (2008). Bajo sospecha: Una fenomenología de los medios. Valencia, Spain: Pre-Textos. Havelock, E. A. (1996). A musa aprende a escrever: Reflexões sobre a oralidade e a literacia da antiguidade até ao presente. Lisboa, Portugal: Gradiva. Kittler, F. A. (1999). Gramophone, film, typewriter. Stanford, CA: Stanford University Press. Anders, G. (2011). La obsolescencia del hombre: Sobre el alma en la época de la segunda revolución industrial (Vol. 1). Valencia, Spain: Pre-Textos. Enzensberger, H. M. (1996). Constituents of a theory of media. In T. Druckrey (Ed.), Electronic culture (pp. xx-xx). New York, NY: Aperture. Innis, H. A. (2006). The bias of communication. Toronto, Canada: University of Toronto Press. Baudrillard, J. (1996). O crime perfeito. Lisboa, Portugal: Relógio d'Água. McLuhan, M. (2001). Understanding media. London, England/New York, NY: Routledge. Virilio, P. (1989). Esthétique de la disparition. Paris, France: Galilée.
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Avaliação
Avaliação
A avaliação tem dois momentos, um qualitativo e um quantitativo. Quantitativo:
exame de frequência. Ponderação na avaliação final da UC: 40%. Qualitativo:
apresentação oral sobre um dos temas/problemas leccionados: ponderação na
avaliação final da UC:60%
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Mobilidade
Mobilidade
Não





