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Universidade Lusófona

Os idosos e o século XXI

Diretor do Instituto de Serviço Social abriu a sessão com "pode envelhecer-se bem"

O dia 17 de Abril foi dedicado aos séniores no sétimo seminário de Gerontologia Social da Universidade Lusófona. Este conjunto de conferências juntou vários experientes na área juntamente com muitos alunos de mestrado, que participaram como moderadores num tema tão importante da atualidade.



Carlos Diogo Moreira, diretor do Instituto de Serviço Social abriu a sessão com "pode envelhecer-se bem" e afirma que cada vez vivemos mais anos, logo deve haver um maior interesse e preocupação em atingir um envelhecimento objetivamente conseguido, com um modo de vida saudável e um desenvolvimento social.

Durante a palestra sobre o desenvolvimento urbano e as migrações, o professor Jorge Malheiros falou dos três fenómenos que se desenvolveram com a sociedade contemporânea, como a urbanização, o envelhecimento e as migrações. Sobre a urbanização, apontou o problema do êxodo rural mas indica em contrapartida de que Lisboa regista um índice de envelhecimento semelhante ao interior do país.

Em termos do envelhecimento, falou da desvalorização que a indústria faz da população sénior e afirma "não basta prolongar a vida, mas sim ter uma esperança de vida com qualidade". E nas migrações falou dos países que deixaram de ter "rótulo" só de entrada ou saída. Neste tema, concluiu que no futuro o Mundo vai sofrer uma acumulação do ritmo de crescimento, e é necessário que a sociedade aprenda a viver com "os mais envelhecidos".

Sobre sustentabilidade, Maria José Domingos falou da Rede Europeia Anti-Pobreza, um programa que tem como objetivo incentivar ações inovadores e promover a integração social dos idosos. Mas fala, que para o projeto resultar tem de "haver combate ao estereótipo" que inclua o combate à pobreza, a participação cívica e a promoção do envelhecimento ativo.

A tarde, deste dia dedicado à gerontologia social, começou com o problema da violência. Ana Gil, investigadora do instituto nacional de saúde falou do crescimento da visibilidade deste problema na sociedade, e apontou a necessidade de haver prioridade das agências políticas para este problema de saúde pública. Para isto, João Rodrigues apresentou o PIPP ou Policiamento de Proximidade, um programa de ajuda das forças policiais aos idosos que estão isolados e sozinhos.

A sexualidade na terceira idade também foi um tema falado neste seminário, com a apresentação de um filme de Duarte Vilar, que conta com testemunhos de várias faixas etárias para a visão que têm sobre a sexualidade do passado e do presente. Além do filme, Ana Santos falou ainda do projeto ConViver com Segurança e Prazer da liga portuguesa contra a SIDA que tem como objetivo a divulgação e detenção precoce das DST nos idosos.

Por fim, discutiram-se os direitos e do estatuto dos gerontes. Aqui falou-se da defesa da inclusão face ao estatuto diferenciado, isto porque a sociedade portuguesa vê esta faixa etária como sinónimo de incapacidade. "Só combatemos a exclusão com a inclusão", disse Paula Guimarães e apontou ainda a necessidade de haver apoios à família em vez de apoios etariados.

Ana Antão
Jornalista LOC