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Universidade Lusófona

Outdoor: eficaz, criativo e inovador

Dentro do setor publicitário, o outdoor tem a capacidade de ser um meio eficaz, criativo e inovador.

E se de repente lhe oferecerem uma massagem, isso pode ser... um outdoor!

Dentro do setor publicitário, o outdoor tem a capacidade de ser um meio eficaz, criativo e inovador. Uma convicção consensual entre os participantes do I Encontro Nacional sobre o Meio Outdoor acolhido pela Universidade Lusófona. Os temas foram variados, mas o objetivo único: perceber qual a influência publicitária deste dispositivo de comunicação.


Um oferece amostras de um produto, outro massagens e um terceiro centra-se na realidade virtual. São todos outdoors e resultam da criatividade associada às novas tecnologias. Apesar de pouco estudado, o outdoor é um dos meios mais eficazes do setor publicitário e tem a capacidade de criar experiências que envolvem o consumidor de forma participativa.

Flexibilidade e influência

Apesar de a mensagem ter de ser simples e direta, a "criatividade é possível na publicidade exterior", considera Paula Lopes, professora da Lusófona, doutorada em Comunicação Audiovisual e Publicidade. Rui Almeida, da Havas Media Group, concorda e acrescenta que existem três mais-valias na utilização do outdoor: a flexibilidade, a grande influência em campanhas de comunicação e a capacidade de inovação.


A falta de informação e de estudos oficiais impedem, contudo, uma avaliação fundamentada da eficácia comunicativa do outdoor. Rui Almeida confessa ser "obcecado por dados" e garante que seria muito vantajoso se existissem fontes objetivas que aclarassem o alcance deste meio publicitário.

A falta de capital para desenvolver análises mais aprofundadas parece ser o problema, argumenta Vítor Rosa. O Presidente da Associação Portuguesa das Empresas de Publicidade Exterior explica que "com um estudo de audiência teríamos mais credibilidade". Indiferente a estas questões, o outdoor avança na invasão das cidades. Para Vítor Rosa, é um meio publicitário com um crescente potencial, porque ninguém o "desliga", como acontece com a televisão, e "é o que exibe mais o produto e menos o explica".


É necessário unir esforços

Para além da ausência de investigação, existem outros problemas no setor dos outdoors, como a falta de regulamentação e de inspeção. "O nosso código da publicidade é o mais mal feito da Europa comunitária", considera a Presidente do Instituto Civil da Autodisciplina da Publicidade, Margarida Bettencourt.

Uma situação que podia ser colmatada com a criação de uma "Lei Outdoor", considera José Fidalgo, consultor da Associação Nacional de Freguesias. São quatro os princípios a respeitar no meio publicitário: imparcialidade, transparência, igualdade e concorrência. Para isso, "cabe às empresas do setor unirem esforços para um novo advento", conclui.


Das tendências de concentração, ao enquadramento legal, sem descurar o futuro da área, o I Encontro Nacional sobre o Meio Outdoor juntou académicos e profissionais na Lusófona a 12 de novembro. Na página oficial de Facebook desta iniciativa lê-se: "já estamos ansiosos pela 2ª Edição".

Carolina Pinto
Redação LOC