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Rodrigo Doroteia | Fotografia

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"Muito, muito interessante é experimentar um bocadinho de tudo e, nisso, o 1.º ano da Lusófona foi bastante bom e o curso em si"

08.02.24 - 14h51

Rodrigo Doroteia

Licenciatura em Fotografia

Olá! Meu nome é Rodrigo Doroteia e estou a acabar a licenciatura em fotografia. Trabalhei no armazém de cinema da Lusofona durante 3 anos e agora sou diretor de fotografia e assistente de câmara em cinema. Eu entrei em fotografia porque era um hobby que eu tinha e simplesmente não sabia bem mais o que fazer então, quando entrei comecei a experimentar um bocadinho de tudo. Fiz fotografia de arquitetura, fotografia de moda, fotografia de estúdio e fotografia de produto. Experimentei de tudo e acabei por gostar mais de fotografia de moda porque também tinha uma parte mais criativa. E a partir daí, comecei a fazer alguns projetos. 

Fui desenvolvendo também com um amigo meu, com o Francisco Gala, e o nosso primeiro grande projeto foi “More than just flesh” que fizemos com uma artista de joias sobre a dismorfia do corpo e esse projeto acabou por ir parar à Kaltblut, a magazine que é a maior revista de Fashion alemã. Foi incrível, é uma revista digital que tem milhares de seguidores no Instagram e tem muito respeito já no mundo da moda.  

Posterior a isso, passado umas duas ou três semanas, entramos em contacto com Mob Magazine, também é uma revista europeia de Fashion, que eles já têm uma revista física, e nós conseguimos ter o nosso projeto na capa de uma das edições deles que, acho que foi o primeiro meu primeiro grande passo dentro do mundo criativo, digamos assim. 

Depois, através disso, dentro do Armazém, comecei a ter contacto mais com o mundo de cinema e câmaras de cinema e pessoas de cinema. Comecei a ir filmar como assistente gaffer e coisa assim, das coisas de iluminação que eu aprendia em moda comecei a aplicar no cinema e comecei a ter uma paixão, comecei a fotografar os meus próprio e meus pequenos vídeos e a partir daí ganhei o bichinho do cinema e, agora, e já tive diversos projetos. 

Um dos projetos que eu gosto muito, que eu gostei muito foi uma oportunidade de poder ir filmar para a Holanda, uma curta-metragem na Holanda, sobre o quão difícil é para as pessoas que têm problemas mentais conseguirem expressar-se aquilo que sentem.  

E o facto de ter filmado noutro país com pessoas completamente diferente, acho que é uma experiência muito engraçada. As pessoas que tiveram lá são muito simpáticas e o filme acho que correu bem. Então, foi uma oportunidade muito boa. 

Muito muito interessante é experimentar um bocadinho de tudo. E nisso, por acaso, o primeiro ano da Lusófona foi bastante bom e o curso em si, dependendo de algumas fases que é, eu não sabia bem o que que eu gostava, eu achava que gostava de uma coisa, mas depois não gostava.  Também já fiz a exposições minhas com fotografia de arquitetura que tem nada a haver com a fotografia de moda. 

Por isso acho que é um bocadinho experimentar tudo. E perceber também uma coisa que eu percebi também ao longo é que mesmo aquele trabalho que nós achamos que é mau pode ser bom de alguma forma e que não temos de ter medo em mostrar o nosso trabalho achar o que é que os outros vão dizer ou que é mal por isso publicar o nosso trabalho para as pessoas verem independentemente do que seja moda , seja sei lá seja o que for, arquitetura ou produto, acho que é muito importante as pessoas experimentarem, tudo divulgarem o seu trabalho e perceberem aquilo que gostam realmente.

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