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Deixar morrer a culpa solteira, porquê?

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) ODS4

02.12.25 - 16h22
Carla Rodriues Cardoso

Carla Rodrigues Cardoso


Está fora de moda. Tão fora de moda. Atropelada pela velocidade, a responsabilidade fica (muitas vezes) para trás. Quando damos por isso, a culpa morreu solteira e já estamos noutra. O tempo não para.

Reconhecer erros? Pedir desculpas? É de fracos. Mas, será mesmo de fracos assumir responsabilidades?

Infelizmente, parece ser de corajosos. E é raro. Seja em pequenas ou em grandes coisas, admitir que se errou parece ser difícil para um grande número de pessoas. Não se percebe bem porquê. Há um ditado português que afirma: “Só não erra quem não trabalha”. E quem trabalha acaba sempre por errar, mais tarde ou mais cedo. É humano.

Assim sendo, porque vivemos receosos de assumir os nossos enganos? Acaso queremos esquecer a nossa humanidade? Se alguém fosse perfeito, a ideia de perfeição não era tão rentável – o creme que garante a pele perfeita, as calças que vestem perfeitamente, o livro perfeito para ler na praia, só para dar alguns exemplos.

Da próxima vez que errarmos, não vale a pena pensar muito. É respirar fundo, assumir responsabilidades, e constatar: somos humanos. De carne e osso como todas as pessoas que nos rodeiam. Aceitar e admitir os erros que cometemos coloca-nos no patamar mais próximo da perfeição. Seja lá isso o que for.


Carla Rodrigues Cardoso
Professora Associada (ECATI)
Coordenadora Científica do MagLab (CICANT)
Universidade Lusófona - Centro Universitário de Lisboa

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