Água e Clima em Debate nas XI Jornadas Novos Paradigmas da Proteção Civil
Evento destacou a importância da prevenção e da coordenação entre instituições e comunidade para enfrentar os riscos relacionados com a água
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)
No passado dia 29 de maio, o Fórum de Arte e Cultura de Espinho (FACE) acolheu as XI Jornadas Novos Paradigmas da Proteção Civil, uma conferência de âmbito nacional que reuniu especialistas, agentes da proteção civil, investigadores e membros da sociedade civil para debater o tema central “A Água e os Riscos de Proteção Civil”.
Este evento promovido pela Universidade Lusófona – Centro Universitário do Porto, através do seu Departamento de Proteção Civil, e com o apoio do Município de Espinho, reafirmou o seu papel como espaço privilegiado de reflexão e troca de experiências sobre as novas realidades e desafios da proteção civil num contexto de alterações climáticas crescentes.
Com um programa dividido em quatro painéis temáticos, as jornadas abordaram casos reais de catástrofes, os riscos climáticos e o seu impacto no ordenamento do território, os desafios da prevenção, os riscos costeiros e as políticas públicas de adaptação às mudanças climáticas.
A conferência contou com intervenções de especialistas de grande prestígio, entre os quais Vanda Cabrinha Pires (climatologista principal no Instituto Português do Mar e da Atmosfera), Richard Marques (presidente do Serviço Regional de Proteção Civil da Madeira), José Ribeiro (comandante regional do Alentejo da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil), Mário Marques (climatologista da PLANOCLIMA), António Bento Gonçalves (professor associado na Universidade do Minho), Susana Bernardo (representante da REDIFOGO), António Godinho (coordenador municipal de proteção civil de Almada), Pedro Louro (coordenador municipal de proteção civil de Espinho), Pedro Pinto Santos (professor auxiliar na Universidade de Lisboa), Duarte Caldeira (presidente do Centro de Estudos e Intervenção em Proteção Civil) e José Manuel Moura (presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil).
Durante a manhã, os trabalhos centraram-se na ameaça climática com destaque para acontecimentos marcantes como as cheias de Lisboa em 1967, os eventos extremos na Madeira em 2010 e as recentes inundações em Valência em 2024. O painel seguinte abordou os riscos decorrentes das mudanças climáticas e a urgência de os considerar nas estratégias de planeamento territorial.
A sessão da tarde foi dedicada aos desafios da prevenção, incluindo uma palestra técnica promovida pela empresa REDIFOGO – Materiais de Proteção e Segurança, uma das patrocinadoras do evento, e dois painéis sobre a segurança da orla costeira e as políticas de prevenção e adaptação aos riscos hídricos.
José Manuel Moura, Presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, marcou a parte final da conferência com uma intervenção onde realçou a importância de adaptar os sistemas de resposta e resiliência face à intensificação das ameaças climáticas, sublinhando a necessidade de uma atuação coordenada entre entidades públicas, privadas e a comunidade.
As Jornadas Novos Paradigmas da Proteção Civil afirmam-se como um dos principais fóruns técnico-científicos em proteção civil em Portugal, promovendo uma cultura de segurança partilhada e incentivando o diálogo entre instituições e a sociedade civil.
Consulte as Fotografias do Evento no Facebook da ULusófona
Texto
Sofia Pereira
Fotografia
Catarina Machado
Vídeo (Cobertura)
Catarina Machado
Vídeo (Edição)
Catarina Machado
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