Residências artísticas reforçam aprendizagem prática na Universidade Lusófona
Estudantes do DCAM e do Mestrado em Fotografia desenvolveram projetos criativos em residências na OSSO e na Chamusca
20.07.26 - 15h25A aprendizagem em contexto real e a experimentação artística estiveram em destaque em duas residências promovidas por cursos da Universidade Lusófona, proporcionando aos estudantes experiências imersivas que cruzaram criação, investigação e contacto direto com o território.
Os alunos da unidade curricular transversal Skynet – Desafios da Atualidade, do Departamento de Cinema e Artes dos Media (DCAM) da Universidade Lusófona de Lisboa, participaram numa residência artística na OSSO – Associação Cultural, sob orientação do artista multidisciplinar Ricardo Jacinto.
Coordenada pelos docentes João Sousa Cardoso e Orlando Franco, a unidade curricular Skynet constitui um espaço interdisciplinar que responde às rápidas transformações sociais e tecnológicas através de seminários, projetos e residências artísticas, promovendo o trabalho colaborativo entre estudantes de diferentes áreas. O percurso culmina na criação de objetos sonoros e visuais que refletem criticamente sobre desafios contemporâneos.
Durante a residência, os estudantes desenvolveram projetos nas suas áreas de atuação e exploraram novas formas de criação artística, beneficiando de um ambiente dedicado à experimentação, à colaboração e à reflexão, afastado da lógica da hiperprodutividade e centrado em processos criativos mais intuitivos.
Também o Mestrado em Fotografia da Universidade Lusófona realizou, durante a última semana de maio, uma residência artística no Convento de São Francisco, no Município da Chamusca, no âmbito da unidade curricular Espaço, Lugar e Perceção: Crítica e Construção II.
Orientada pelos docentes Soraya Vasconcelos e António Júlio Duarte, e com a tutoria da artista visual e curadora Ângela Ferreira, a residência proporcionou aos estudantes uma experiência de imersão artística centrada nas paisagens, memórias, histórias e imaginário da Chamusca.
Deste trabalho resultou a exposição "Dançar no Escuro: Mitos, Lendas e Rumores da Chamusca", que reuniu projetos desenvolvidos pelos estudantes através da fotografia, da oralidade, do arquivo e da exploração do território. A apresentação pública da mostra constituiu um momento de partilha dos processos criativos com a comunidade local, valorizando a relação entre criação artística, património e identidade.
Estas duas iniciativas refletem a aposta da Universidade Lusófona em metodologias de ensino que privilegiam a experiência prática, a interdisciplinaridade e o contacto direto com diferentes contextos culturais, reforçando a formação artística e crítica dos seus estudantes.
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