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Doutoramento aborda uma nova possibilidade para o "Museu como Tecnologia Social"

Investigação destaca potencial dos museus alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) e diretrizes internacionais

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) ODS11

12.08.25 - 10h58

O potencial dos museus como tecnologias sociais, articulando práticas museológicas participativas com estratégias de desenvolvimento local, inclusão e coesão social. Ancorada na Sociomuseologia e na Museologia Social, a investigação apresentada por Nathália Pamio Luiz, do Departamento de Museologia da ULusófona, no dia 29 de abril, propõe que o museu, mais do que utilizar tecnologias sociais, pode se constituir ele próprio como uma tecnologia social, quando estruturado como ferramenta coletiva de transformação baseada no saber local e na escuta comunitária.

A investigação intitulada "Museu como Tecnologia Social: reflexões à luz da Sociomuseologia", realizada com bolsa da Cátedra Unesco “Educação, Cidadania e Diversidade Cultural”, adota uma metodologia qualitativa robusta, baseada em revisão teórica, entrevistas inéditas com especialistas (como Hugues de Varine, Raquel Gomes, Nádia Almeida e outros), análise de políticas públicas e do projeto Museu na Aldeia, em Portugal. Este projeto destacou-se pela articulação entre comunidades rurais e instituições museais, envolvendo 13 aldeias e promovendo ações museológicas dialógicas que resultaram em impactos sociais significativos.

Na primeira parte, a tese explora as origens e os conceitos de tecnologia social, com foco em autores brasileiros como Dagnino, Bava e Borges. Analisa políticas públicas e redes como RTS (Rede de Tecnologia Social), CBRTS (Centro Brasileiro de Referência em Tecnologia Social), ITS Brasil (Instituto de Tecnologia Social) e IUPE (Incubateur Universitaire de Parole d’excluEs). Esta parte constitui-se como um referencial sólido sobre como práticas locais, de baixo custo e alto impacto social podem ser sistematizadas como inovação transformadora.

A seção seguinte, traça o percurso da Museologia normativa até a Museologia Social e a Sociomuseologia, com destaque para os contextos de Brasil, Portugal e experiências globais. Aponta como práticas museológicas baseadas na participação e no território reforçam a função social dos museus. Aborda a cultura de inovação em museus como pilar para ações sustentáveis e inclusivas. Enlaçando os temas abordados, a terceira parte da tese analisa em profundidade o projeto Museu na Aldeia.

Detalha suas experiências comunitárias, o impacto social e cultural gerado, os processos de coautoria e os reconhecimentos obtidos. Demonstra como a construção colaborativa de memória e patrimônio pode ser reconhecida como tecnologia social.

O projeto conclui que museus comprometidos com sua função social podem ser agentes de inovação social, alinhando-se a agendas internacionais como os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), as diretrizes do ICOM (Conselho Internacional de Museus) e da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), e estruturas de cooperação como o Programa Ibermuseus. Essa abordagem fortalece o papel dos museus como espaços de cidadania, empoderamento e transformação.

© imagem retirada de Munícipio de Peniche.

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