ESRII 2026 debate o papel da IA e da tecnologia na saúde menta
Conferência reuniu especialistas para discutir o potencial de novas tecnologias nas intervenções psicológicas
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)
A European Society for Research on Internet Interventions (ESRII) Conference 2026 reuniu a comunidade científica internacional na ULusófona – Centro Universitário Porto nos passados dias 9, 10 e 11 de outubro.
A conferência concentra-se em impulsionar a partilha de investigação sobre intervenções psicológicas baseadas na internet e em tecnologias digitais, com o objetivo central de contribuir para o desenvolvimento e a implementação das melhores respostas para apoiar pessoas em situação de necessidade.
Mantendo a tradição das reuniões da ESRII, o evento pautou-se por apresentações curtas e informativas sobre estudos recentes, decorrendo num ambiente informal, colaborativo e não hierárquico, altamente propício à troca de ideias e ao fortalecimento de redes de contacto entre investigadores.
O acolhimento deste encontro internacional reforça o papel estratégico das instituições de ensino superior na discussão e promoção da inovação e da saúde digital na Europa. Ao reunir especialistas, docentes e jovens investigadores num mesmo espaço de debate, a iniciativa dinamizou a reflexão em torno de novas metodologias de intervenção ciberpsicológica e do seu impacto direto no bem-estar da população.
Deste modo, as sessões disponibilizadas aos participantes, permitiram explorar a eficácia de diferentes ferramentas digitais e o modo como estas podem ser aplicadas de forma acessível e inclusiva na prática clínica real.
Durante o congresso, os presidentes da comissão organizadora, Inês Jongenelen e Gerhard Andersson, abordaram as perspetivas futuras da área e o impacto de acolher esta reunião científica. Gerhard Andersson destacou a forte presença da Inteligência Artificial e de ferramentas como a realidade virtual em diversos trabalhos apresentados na conferência. No entanto, salientou que o futuro da investigação passa por encontrar soluções com que as pessoas simpatizam: "É claro que precisamos encontrar tecnologia que as pessoas gostem e possam beneficiar dela. Eu posso dar um exemplo da realidade virtual, que é emocionante, mas nem todas as pessoas gostam disso. O mesmo acontece com a Inteligência Artificial.” acrescentando que as exigências éticas são uma segurança que não se pode comprometer.
Por sua vez, Inês Jongenelen, Diretora da Faculdade de Psicologia e Educação (FPE) e da Escola de Psicologia e Ciências da Vida (EPCV), sublinhou ser uma enorme honra acolher uma conferência de uma sociedade europeia tão prestigiada, assinalando a sua importância decisiva para o networking e para a projeção da investigação académica, sobretudo num momento em que a saúde mental se assume como uma das maiores preocupações globais e exige orientações fundamentadas que vão “ajudar investigadores, profissionais, mas também formuladores de políticas a irem no caminho certo nesta área”. A responsável enfatizou ainda a relevância de integrar progressivamente estas ferramentas digitais no currículo académico e na futura prática clínica dos estudantes, mantendo sempre uma abordagem rigorosa, ética e solidamente ancorada na evidência científica, em consonância com as linhas de investigação e de ensino desenvolvidas na universidade.
Consulte as Fotografias do Evento no Facebook da ULusófona
Créditos
Texto e Edição de vídeo
Helena Gonçalves
Cobertura e Edição de fotografia
Gabriel Motta
Helena Gonçalves
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