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Caleidoscopio Vol. 1 No. 2: O sonho da razão digital?

Fundada em 2002, a revista Caleidoscopio regressa em 2026 como plataforma de acesso livre de investigação crítica em Ciências da Comunicação

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) ODS4 ODS9 ODS11 ODS12 ODS15 ODS17

21.01.26 - 00h00

Caleidoscopio - Revista de Comunicação e Cultura é a revista do Departamento de Ciências da Comunicação e da Escola de Comunicação, Arquitetura, Artes e Tecnologias da Informação (ECATI), da Universidade Lusófona.

Fundada em 2002, a Caleidoscopio regressa em 2026 para a sua segunda série, com o fim de consolidar a sua posição como plataforma de acesso livre, dedicada à investigação crítica em Ciências da Comunicação. Com um especial enfoque na intersecção entre a comunicação, os media e as artes nas sociedades contemporâneas: desde a proliferação da cultura visual e os desenvolvimentos nas indústrias culturais até à estetização da política e da vida quotidiana, desde questões do arquivo, materialidades até à virtualização e media operacionais. A Caleidoscopio, acolhe contribuições que abordem as implicações das estéticas mediáticas contemporâneas na teorização da própria comunicação.

Convidamos à submissão de propostas em Teoria dos Media, Estudos Visuais, Filosofia da Tecnologia, Cibernética e Práticas Artísticas Contemporâneas. Não existem custos para os autores de processamento ou publicação.


A revista pretende ser uma plataforma global multilíngue (inglês, espanhol, português e francês) de excelência e de acesso aberto, para o pensamento crítico e especulativo em todas as áreas que abrange.

Quando Francisco Goya gravou El sueño de la razón produce monstruos (1799), lembrou-nos que o sonho da razão nunca é totalmente ordenado. Hoje, esse sonho reaparece nas racionalidades algorítmicas e nas promessas de máquinas criativas.

Os grandes modelos de linguagem emergem como novos monstros: não pelo abandono da lógica, mas pelo seu excesso hiper-racional e hiper-realista, materializado na escrita automatizada. Treinadas em vastos arquivos culturais e em vestígios digitais: imagens, sons, vozes, gestos, arte, literatura e cinema, estas entidades não compreendem, mas geram ficções com elevada certeza estatística.

Situadas entre a consciência e o não-consciente, estas produções criam sentidos ambíguos, imagens “más” e artefactos sem autoria clara, desafiando modelos tradicionais de criatividade e produção cultural.

Esta edição especial explora essas sombras mediais e os monstros racionais da escrita automatizada, investigando as suas genealogias, infraestruturas e impactos na cultura literária e mediática, nas artes mediáticas (generativas) e na filosofia. Convidamos contributos críticos, teóricos ou empíricos sobre autoria, criatividade e produção artística na era da IA.


Convidamos ao envio de propostas que articulem abordagens no âmbito da Teoria dos Media, do Estudos Visuais, da Filosofia da Técnica, da Cibernética ou das Práticas Artísticas Contemporâneas e que possam contemplar hipóteses temáticas tais como:

  • Máquinas hauntológicas e genealogias operacionais: da characteristica universalis aos modelos de linguagem contemporâneos (LLMs) e arquiteturas multimodais;
  • Generatividade e suas sombras;
  • A máscara do autor & escritores-fantasma de IA;
  • Infraestruturas cibernéticas de monstros hiper-racionais: dispositifs estatísticos para além do sono da razão na teoria dos media;
  • Arquivos transmediáticos e traços espectrais em corpora de treinamento de IA: imagens, vozes, gestos como substratos computacionais;
  • Estacas, substratos e plataformas: condições materiais do raciocínio algorítmico nas artes dos media e na escrita automatizada;
  • Tokenização como infraestrutura de media: codificações técnicas, viés linguístico e restrições computacionais;
  • De redes de discurso a paradigmas coneccionistas: escavações arqueológico-mediática de rupturas epistémicas "maquínicas";
  • Mediação performativa e negatividade medial em sistemas de escrita automatizada e artes generativas dos media;
  • Ecologias maquínicas e temporalidades hipofenomenais versus lentidão e ponderação humanas;
  • Diálogo versus solilóquio de IA: a ausência de presença intercorporal em sistemas generativos;
  • Abordagens arqueológico-mediáticas da poesia cibernética: da arte computacional primitiva aos modelos neurais contemporâneos;
  • Arte(f)actos e imagens operacionais na IA multimodal: perspectivas da teoria dos media sobre o fazer versus o mostrar;
  • Intervenções de artes dos media na exposição de epistemologias maquínicas em experimentos generativos contemporâneos.

As propostas poderão abordar estes temas por via teórica, historiográfica, crítica ou prática, incluindo estudos de caso, reflexões metodológicas ou ensaios visuais.

  • Chamada para artigos: até 15 de março
  • Comunicação das decisões aos autores: final de abril
  • Segunda ronda de revisão e edição: maio
  • Publicação: Julho de 2026
  • Editores do número: José Gomes Pinto | Universidade Lusófona e Alexander Gerner | Universidade Lusófona.

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