O ensino superior privado e as duplas licenciaturas
No Grupo Lusófona, este processo teve início com as licenciaturas em Turismo e Gestão Hoteleira.
18.10.15 - 23h00O tema sobre as duplas licenciaturas é um tema recente em Portugal mas já muito discutido e aplicado em países como os Estados Unidos, Espanha e Inglaterra. Recentemente várias instituições de ensino superior privadas iniciaram este tipo de oferta formativa que assenta num processo simples de creditação de equivalências, atribuído pelo Conselho Científico das mesmas, em licenciaturas devidamente acreditadas pela A3ES. Deste modo, o aluno conclui os 180 créditos necessários à conclusão de uma licenciatura, que equivale a mais ou menos 36 disciplinas, e com mais ou menos um ano obtém uma dupla licenciatura. No caso do Grupo Lusófona, este processo teve o seu pontapé de saída com as licenciaturas em Turismo e Gestão Hoteleira. Na prática, o aluno adquire competências técnicas e científicas, por exemplo, na área da informação turística, mais dedicadas ao património, à história e aos circuitos turísticos e, posteriormente, com esses conhecimentos, pode concluir uma licenciatura em Gestão Hoteleira, em que irá realizar disciplinas relacionadas com a gestão de recursos humanos, gestão estratégica, contabilidade, técnicas de alojamento e receção, técnicas de F&B, gestão de eventos, entre outras. Ou seja, como a base do ensino do turismo é igual nas duas situações, o discente terá apenas de realizar disciplinas de acordo com a especificidade do curso.
Na área do turismo, esta possibilidade é extremamente interessante devido à transversalidade que bem caracteriza a atividade. Um aluno que conclui uma licenciatura em Gestão Hoteleira pode adquirir, apenas com mais um ano, outros conhecimentos numa outra área do turismo, que irão valorizá-lo no desenvolvimento da sua profissão. Por outro lado, as várias competências que se adquirem ao longo dos quatro anos abrem necessariamente o espectro no processo de ingresso no mercado de trabalho.
Como referi no início, este processo começou nas IES que têm oferta formativa em turismo (Universidade Lusófona de Lisboa, Universidade Lusófona do Porto, ISCAD e INP), mas já se estendeu a outras como o ISMAT e o ISG em áreas mais dedicadas à Gestão, à Psicologia, ao Direito e outras. É um processo que, na minha opinião, ajuda a complementar a aquisição de conhecimentos e, por sua vez, menos dispendioso para quem decide alargar as suas competências.
Diretora do Departamento de Turismo do Grupo Lusófona
Fonte: Diário de Notícias
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