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Fazer+: Prémio Excelência na Investigação - Vencedores

Resultados do programa da Lusófona que pretende Apoiar e Premiar a Ciência e a Inovação

04.12.20 - 00h00

Já foram anunciados os três vencedores do Concurso "Excelência na Investigação" do Programa FAZER +: Programa de Apoio à Ciência e Inovação. O concurso destina-se a financiar projetos inovadores, com uma forte componente interdisciplinar em qualquer área do saber, que possam resultar em projetos em maior escala a submeter a financiamento de outras entidades.

Nesta, que foi a primeira edição do Programa FAZER +, o Júri destacou a elevada qualidade científica de todas as candidaturas apresentadas, bem como a sua ampla interdisciplinaridade e caracter inovador e pelo facto congratulou os Investigadores envolvidos no processo.

O projeto "Lusophone flora fighting disease: focus on therapeutic lysyl oxidase modulators" liderado pela Professora Ana Fernandes, Investigadora Integrada do CBIOS, foi o vencedor do primeiro lugar do Concurso "Excelência na Investigação". Foi concedido o segundo lugar do Concurso "Excelência na Investigação" ao projeto "LUSÓFONAtiva: Monitorização e Promoção de Estilos de Vida Ativos e Saudáveis em alunos docentes e funcionários do campus ULHT" liderado pela Professora Marlene Silva, Investigadora Integrada do CIDEFES.

O terceiro lugar do Concurso "Excelência na Investigação" foi atribuído ao projeto "Fighting Prejudice: Prejudice reduction trough indirect intergroup contact in virtual settings" cuja Investigadora Responsável é a Professora Leonor Pereira da Costa, Investigadora Integrada do HEI-Lab.

Os projetos vencedores envolvem Investigadores de diversas áreas, nomeadamente, Psicologia, Ciências e Tecnologias da Saúde, Farmaciologia, Videojogos, Design, Educação Física e Deporto, bem como Comunicação Aplicada e Novas Tecnologias, contribuindo assim para uma consolidação da Investigação e Inovação, bem como, para a criação de sinergias entre as diferentes Unidades de Investigação e Desenvolvimento do Grupo Lusófona.

Contribuindo para a prossecução dos objetivos e missão das três instituições de ensino superior envolvidas, nomeadamente, a Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, a Universidade Lusófona do Porto e o Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes, o Concurso "Excelência na Investigação" apoia e incentiva a colaboração entre Docentes e Alunos consolidando as estruturas de investigação e reforçando a inovação e a interdisciplinaridade.

Nas palavras dos premiados:

Professora Doutora Ana Fernandes, Investigadora Responsável do Projeto Lusophone flora fighting disease.

"O projeto "Lusophone flora fighting disease: focus on therapeutic lysyl oxidase modulators" interpreta bem a missão e visão do CBIOS, pois visa valorizar as plantas dos países lusófonos como fontes de compostos com potencial atividade terapêutica. Entre os compostos bioativos, este projeto procura identificar moduladores das enzimas Lisil oxidases. Compostos com este tipo de atividade têm potenciais aplicações terapêuticas em regeneração cutânea e em oncologia, duas importantes áreas de atividade do CBIOS.

Assim, iremos avaliar o impacto de compostos naturais em processos relacionados com a cicatrização de feridas. Relativamente à potencial aplicação em oncologia, o projeto foca-se no cancro da mama, onde estas enzimas são particularmente relevantes. A nossa abordagem envolverá estudos de bioinformática e de biologia celular e molecular, com vista a caracterizar o impacto dos compostos bioativos em eventos relacionados com o crescimento tumoral e metastização. Por fim, para os compostos que se mostrarem mais promissores, serão desenvolvidas estratégias de nanoencapsulação e veiculação, de modo a melhorar a sua biodisponibilidade, segurança e eficácia.

Para atingir os objetivos do projeto, foi constituída uma equipa multidisciplinar de 10 investigadores doutorados, especialistas em Química Medicinal, Fitoterapia, Farmacologia, Oncobiologia, Dermatologia Experimental e Tecnologia Farmacêutica. A equipa conta também com 6 alunos de doutoramento do CBIOS, e envolverá ainda vários alunos de mestrado e graduação. A nossa rede de colaborações ajudará a complementar o projeto e contribuirá para que, com base nos seus resultados, surjam novas oportunidades de captação de financiamento. Estamos certos de que este projeto reforça o sucesso da iniciativa Fazer+ que, em boa hora, a Universidade Lusofona criou".


Imagem 1 - Equipa do Projeto "Imagem 1 - Equipa do Projeto "Lusophone flora fighting disease: focus on therapeutic lysyl oxidase modulators"


Nas palavras dos premiados:

Professora Doutora Marlene Silva, Investigadora Responsável do Projeto LUSÓFONAtiva.

"O projeto "LUSÓFONAtiva: Monitorização e Promoção de Estilos de Vida Ativos e Saudáveis em alunos, docentes e funcionários do campus ULHT" nasceu e tomou forma como primeiro fruto do recém-criado CIDEFES (Centro Investigação em Desporto, Educação Física, Exercício e Saúde) da Faculdade de Educação Física e Desporto. Animados pelo desafio lançado no Concurso Excelência na Investigação do Programa FAZER+, procurámos a parceria com docentes e alunos de outras Faculdades e Centros, nomeadamente o CICANT (Centro de Investigação em Comunicação Aplicada, Cultura e Novas Tecnologias). Realça-se assim, como importante mais valia deste projeto, o envolvimento de uma equipa multidisciplinar de docentes e investigadores, com diferentes formações, bem como alunos de mestrado e doutoramento.

A entrada e vivência do ensino superior configuram riscos acrescidos para a manutenção de estilos de vida ativos e saudáveis. As parcas publicações que vão ocorrendo a este nível referem-se primordialmente aos alunos, afigurando-se como fundamental alargar a análise e intervenção a docentes e funcionários deste contexto universitário. A investigação tem apontado diferentes constelações de risco e proteção que importa conhecer e monitorizar, nomeadamente em relação à necessidade de avaliação integrada dos comportamentos ligados ao movimento (i.e. sono, comportamento sedentário e atividade física) e à sua potencial interação com outros determinantes da saúde, como a ingestão e comportamento alimentar, indicadores psicossociais de bem-estar, literacia física e perfil sociodemográfico.

Assim, o projeto LUSÓFONAtiva tem como um dos seus objetivos principais a criação de um sistema de vigilância epidemiológica (relativa ao universo Lusófona de alunos, docentes e não docentes) dos comportamentos ligados a estilos de vida fisicamente ativos e saudáveis. Tal sistema vai permitir estabelecer e caracterizar perfis que possam ditar alvos específicos de intervenção, bem como tendências de evolução e padrões de mudança, servindo também de espelho, não só para outras comunidades académicas como também para a população em geral (algo que pode ser alvo de estudos posteriores, incentivados pelo presente projeto).

A este respeito, e numa lógica já não só de caracterização e monitorização, mas informada por ela, surge o segundo grande objetivo deste projeto, a intervenção na promoção de estilos de vida mais ativos e saudáveis através da conceção e implementação, no campus, de uma campanha desenvolvida de acordo com as melhores práticas identificadas na literatura e evidência. Através do envolvimento do público alvo no desenvolvimento das ações a implementar. Este é um importante fator inovador, já que, pela heterogeneidade da população em estudo, poderá servir de teste piloto para futuras campanhas de saúde pública com diferentes grupos alvo.

O projeto irá iniciar-se com uma fase piloto, já em marcha em 2020, para testar e refinar o conjunto de indicadores a integrar o sistema de vigilância epidemiológica. O ano letivo de 2021-2022 servirá de palco não só do lançamento e implementação deste sistema como da campanha e sua avaliação.

O trabalho conjunto em prol da consecução dos objetivos propostos permitirá a criação de importantes sinergias entre os diferentes centros de investigação e as faculdades envolvidos, bem como os seus docentes, investigadores e alunos, sinergias estas, que se pretendem facilitadoras da submissão deste, e de outros projetos, a financiamento externo."


Imagem 2 - Equipa do Projeto "LUSÓFONAtiva: Monitorização e Promoção de Estilos de Vida Ativos e Saudáveis em alunos, docentes e funcionários do campus ULHT"


Nas palavras dos premiados:

Professora Doutora Leonor Pereira Novo, Investigadora Responsável do Projeto Fighting Prejudice

"Eventos recentes, a nível nacional e internacional, têm reiterado a importância de trabalhar na redução do preconceito, que continua a ser um fenómeno social preocupante e com graves consequências em termos individuais e sociais. A constituição de equipas multidisciplinares empenhadas na prossecução desse objetivo é fundamental neste processo, e o financiamento que o Concurso Excelência na Investigação concedeu ao projeto "Fighting Prejudice: Prejudice reduction through indirect intergroup contact in virtual settings" irá possibilitar isso mesmo. A equipa de investigação do projeto, que será desenvolvido no HEI-Lab, conta com a participação de investigadores nas áreas da Psicologia, Videojogos e Design, em estreita colaboração com estudantes de doutoramento e mestrado da ULHT. Importa ainda salientar a ligação com a Universidade de Oslo, através da integração de uma investigadora desta instituição na equipa.


A investigação na área da redução do preconceito tem mostrado que o contacto positivo entre os grupos melhora as atitudes intergrupais. Contudo, nem sempre é possível encontrar as condições ideais para colocar os grupos em contacto. Este projeto visa, precisamente, criar essas condições ideais através de uma aplicação digital que permita o contacto positivo com membros de grupos estigmatizados. Após o desenvolvimento de três estudos empíricos, no final do projeto, contamos ter desenvolvido aplicativos multiplataforma (RV ou Web) como ferramentas de intervenção de contato indireto para redução de preconceito em relação a três grupos estigmatizados, como por exemplo, ao nível da etnia, classe social e LGBTQ+, para adultos e adolescentes.


Num momento em que o financiamento da investigação a nível nacional se torna cada vez mais competitivo e de difícil acesso, a obtenção deste prémio é de imenso valor para toda a equipa, não só pelo reconhecimento do seu caráter inovador e impacto social que contém, mas também, e principalmente, pela possibilidade do seu financiamento. O Programa Fazer+, lançado pela primeira vez este ano, revela-se assim como uma iniciativa única de promoção e apoio do desenvolvimento científico de excelência na ULHT, com a qual nos devemos todos congratular."



Imagem 3 - Equipa do Projeto "Fighting Prejudice: Prejudice reduction through indirect intergroup contact in virtual settings"


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