O Desassossego no Ártico e a Urgência na Proteção dos Oceanos e do Clima Global
Especialistas alertam para os impactos ambientais e a necessidade de preservação dos ecossistemas marinhos
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)
A Universidade Lusófona - Centro Universitário Porto foi palco de um relevante debate sobre a crise climática e a preservação dos oceanos, destacando o impacto do degelo no Ártico e o papel essencial dos ecossistemas marinhos na regulação do clima global. Especialistas salientaram a necessidade de medidas urgentes para mitigar os danos ambientais e proteger estes recursos fundamentais para a vida no planeta.
Durante a aula aberta, foi sublinhado que os oceanos desempenham funções vitais, tais como a absorção de grandes quantidades de CO2 e a produção de aproximadamente 70% do oxigénio do planeta. Outro ponto abordado foi o impacto das águas do Atlântico no Ártico, um fenómeno conhecido como "atlanticificação", que acelera o derretimento das calotas polares, comprometendo ecossistemas locais e a sobrevivência de populações indígenas.
Os participantes reforçaram a importância de um compromisso global para a preservação dos oceanos, considerados bens comuns da humanidade (Global Commons ou Planetary Commons). Adicionalmente, foi enfatizada a necessidade de valorizar e respeitar os conhecimentos tradicionais dos povos indígenas, como os Sami, na Escandinávia, que há séculos lidam com os impactos das alterações climáticas na região.
O Professor João Tavares, que ministrou a aula aberta, destacou a interconexão entre os diferentes ecossistemas globais, alertando para o facto de a degradação de um ter impacto direto nos restantes. Sublinhou ainda a necessidade de investimentos na educação ambiental e na inovação tecnológica, com vista ao desenvolvimento de soluções sustentáveis que minimizem os danos causados pela ação humana nos oceanos.
A temática tem ganho crescente destaque na agenda global, com iniciativas da Organização das Nações Unidas (ONU), tais como as Conferências das Partes (Conferências das Partes (COPs)) e a proclamação de 1998 como o Ano Internacional do Oceano. O evento na Universidade Lusófona reforçou a necessidade de aumentar a sensibilização e incentivar políticas públicas orientadas para a sustentabilidade marinha e a mitigação dos efeitos das alterações climáticas.
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Cobertura
Mariana Devezas
Texto
Mariana Deveza
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