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INFORCE reúne academia e profissionais da Defesa, Segurança e Proteção Civil

INFORCE reúne academia e profissionais da Defesa, Segurança e Proteção Civil

Participação da ULusófona na INFORCE evidência aposta na qualificação técnica e cooperação interinstitucional

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) ODS4 ODS9 ODS11

04.03.26 - 15h45

Nos dias 12 a 14 de fevereiro 2026, a Universidade Lusófona marcou presença na 1º edição da INFORCE - Defesa, Segurança e Proteção Civil, na Exponor, Porto - um evento dedicado à prevenção, resposta e inovação em contextos de riscos, reunindo profissionais, instituições públicas e privadas, forças de segurança e investigadores.

“O que é muito benéfico”, considera Artur Costa, Diretor do Departamento de Proteção Civil da Faculdade de Ciências Naturais, Engenharias e Tecnologias (FCNET), “pela troca de experiências entre parceiros com interesses comuns, pela divulgação de soluções inovadoras e interação entre atores e pelas sinergias e networking que podem proporcionar”.

O evento integrou várias demonstrações, mesas-redondas e sessões temáticas dedicadas, por exemplo, à gestão de cenários multivítimas, à segurança em grandes eventos, à utilização de tecnologias emergentes no apoio à decisão, ao planeamento de emergência centrado nas pessoas, entre outros. Estes momentos permitiram uma reflexão aprofundada sobre a necessidade de preparação, coordenação e formação especializada, pilares fundamentais para uma resposta eficaz em situações de crise, mas também para o reforço das estratégias de prevenção e mitigação de riscos antes da ocorrência das emergências.

Uma das mesas-redondas que integrou o programa do dia 12 de fevereiro, da organização da ULusófona, foi dedicada ao tema “Sociedade e Literacia de Risco”, onde os docentes Jorge Rafael Raposo, André Rodrigues, André Morais e José Fernando Alves reforçaram a necessidade prevenir, a inovar e a formar para respostas mais eficazes e comunidades mais resilientes.

A literacia de risco passa pela capacidade dos cidadãos compreenderem os perigos a que estão expostos, adotarem comportamentos preventivos e tomarem decisões informadas quando se encontram em situações de emergência. Jorge Rafael Raposo e André Rodrigues, que estiveram em conversa com o Notícias Lusófona, destacaram, que embora, seja elevado o volume de informação atualmente disponível, muitas populações continuam afastadas das mensagens de proteção civil, seja por saturação informativa, barreiras linguísticas ou pela inexistência de conteúdos adaptados a públicos com necessidades específicas. Defendem, como tal, a necessidade de repensar as estratégias de comunicação de risco, tornando-as mais acessíveis, inclusivas e ajustadas à diversidade social existente.

A presença dos docentes da instituição enquadra-se na ligação contínua entre a faculdade e o contexto profissional, permitindo acompanhar de perto a evolução das práticas, metodologias e soluções tecnológicas apresentadas. Este contacto direto com especialistas e entidades dos setores da defesa, segurança e proteção civil contribui para a atualização científica e pedagógica dos cursos, garantindo que a formação tenha uma forte articulação com a realidade operacional.

Para o Professor André Rodrigues, “as universidades têm um papel muito importante com a questão da investigação científica, no desenvolvimento de novas tecnologias e de novos conhecimentos”. Pois, tal como o Professor Artur Costa refere “a formação qualificada e especializada e a investigação aplicada são decisivos para a melhoria da Proteção Civil e é na Academia que está instalada a maior capacidade para as concretizar.” É importante a formação de técnicos especializados na área da Proteção Civil, que posteriormente exercem funções em serviços públicos e privados, e vão contribuir diretamente para a capacidade de resposta do país.

A INFORCE 2026 faz-nos observar de que forma o conhecimento científico e académico se traduzem em estratégias concretas de prevenção e resposta num contexto em que os riscos se tornam cada vez mais complexos e multidimensionais. Iniciativas como esta reforçam a importância da qualificação técnica, da cooperação interinstitucional, da inovação contínua e da promoção de uma verdadeira cultura de risco na sociedade. Texto editado por Susana A. Oliveira


Texto
Bruna Pereira

Vídeo
Paulo Renato

Entrevista
Susana A. Oliveira

Fotografia (captura)
Bruna Pereira Paulo Renato

Fotografia (edição)
Lara Sousa

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