ULusófona recebe encontro internacional sobre mediação nas cidades
Especialistas europeus debatem mediação como ferramenta de educação, coesão social e acesso à justiça
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)
A Universidade Lusófona - Centro Universitário Porto recebeu, no dia 17 de abril, 2.ª jornada internacional dedicada à mediação no âmbito do projeto VITEM - Construção de Redes de Cooperação entre cidades mediadoras, integrado no Programa Cidadãos, Igualdade, Direitos e Valores (CERV) da União Europeia. Projeto este que conta com a participação de 10 cidades de diferentes países, nomeadamente de França, Itália, Bélgica, Espanha e Portugal com o objetivo de construir uma Rede Europeia de "Cidades Mediadoras”.
O encontro criou um espaço de partilha e reflexão entre membros do Consórcio VITEM, parceiros institucionais, especialistas e comunidade local, centrando-se na importância da mediação enquanto instrumento de coesão social, qualidade educativa e acesso à justiça.
Ao longo deste dia foi debatido o papel do Porto enquanto “Cidade Mediadora”, apresentado um estudo de campo sobre mediação no território, a divulgação de projetos de mediação escolar, intercultural e nos Julgados de Paz, bem como uma visita ao Agrupamento de Escolas Fontes Pereira de Melo.
Elisabete Pinto da Costa, Pró-Reitora para a Formação ao Longo da Vida e Inovação Pedagógica e Diretora do Instituto de Mediação da Universidade Lusófona, salienta que com este encontro procuram “conhecer as boas práticas, conhecer as experiências, conhecer também a investigação que é feita ao nível de todas estas atividades de mediação”. Acredita que este evento constitui um passo importante para que a mediação se possa afirmar.
Matilde Rocha, Vereadora do Pelouro da Educação e do Pelouro do Talento e Conhecimento da Câmara Municipal do Porto, que abordou na sessão a Mediação escolar na política educativa no município do Porto, destacou que os projetos de mediação escolar têm tido “um impacto muito grande”, ao ajudarem alunos e comunidade escolar a compreender que a agressividade verbal e física não são formas adequadas de resolução de conflitos, promovendo antes competências que permitem encontrar soluções pacíficas.
A vereadora acrescentou que a mediação contribui para capacitar não só os alunos, mas também professores, funcionários e encarregados de educação, fornecendo ferramentas para a gestão pacífica de conflitos e promovendo uma cultura de diálogo no contexto escolar, sublinhando ainda a importância do investimento contínuo na formação do corpo docente e não docente, de modo a garantir que, no futuro, as comunidades escolares consigam resolver conflitos de forma autónoma, para além da intervenção direta dos mediadores.
A jornada permitiu, assim, reforçar a importância da mediação em diferentes contextos sociais e educativos, promovendo a troca de experiências e boas práticas entre os vários parceiros europeus. Texto editado por Susana A. Oliveira
Consulte as Fotografias do Evento no Facebook da ULusófona
Texto
Bruna Pereira
Cobertura
Susana A. Oliveira
Edição de Vídeo
Lara Sousa
Edição de Fotografia
Paulo Renato
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